Saia

Foseti escreve:

Há muito torcer de mãos nestas partes da interwebz sobre o que os reacionários deveriam fazer.

Eu não tenho ideia. Eu certamente não tenho quaisquer grandes planos para mudar o mundo. Eu gosto de saber o que está acontecendo ao meu redor e gosto de discussões abertas – isto é, aquelas que não são sufocadas até a morte pelo politicamente correto.

Contudo, se eu fosse sugerir um plano, eu diria conte a verdade.

Suas sugestões (ligeiramente) mais detalhadas também são louváveis. A Catedral provoca a reação ao tornar obrigatória a fantasia acima da realidade, e não há dúvida de que muito poderia ser feito sobre isso.

Há uma sub-questão sobre tudo isso, contudo, que dificilmente é menos insistente: O que ‘nós’ realmente queremos?

Mais cibernética, argumenta o determinadamente não reacionário Aretae. Claro, este blog concorda. O maquinário de feedback social e técnico é o (único?) amigo da realidade, mas com o que a Catedral se importa sobre qualquer parte disso? Ela está ganhando uma guerra de religião. O anti-realismo compulsório é o espírito reinante da época.

A única maneira de conseguir um feedback mais firme sob as condições atuais é dividindo, em todos os sentidos. Este é o imperativo prático esmagador: Fuja, rompa, se retire e escape. Persiga todo caminho de autonomização, federalismo fissional, desintegração política, secessão, êxodo e encobrimento. Roteie ao redor do aparato educacional, midiático e financeiro da Catedral em cada uma e todas as maneiras possíveis. Prepare-se, fique Galt, fique cripto-digital, expatrie-se, recue para as colinas, vá para o subterrâneo, faça um seastead, construa mercados negros, o que quer que funcione, mas dê o fora.

Contar a verdade já pressupõe uma escapada do império dos sonhos neo-puritanos. ‘Nós’ precisamos escancarar os portões de saída, onde quer que os encontremos, para que o barco afunde sem nós. A reação começa com a proposição de que nada pode ou deveria ser feito para salvá-lo. Desista de afiançar. Já era. Quanto mais cedo afundar, melhor, para alguma outra coisa possa surgir.

Mais do que qualquer coisa que possamos dizer, a saída prática é o sinal crucial. A única pressão que importa vem disso. Para encontrar caminhos para fora é deixar o Lado de fora entrar.

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Cinco Estágios da BDH

Estágio-1 (Negação): “O que é está coisa que soa meio nazista “BDH” de que você fala? Na verdade, eu preferiria que você não respondesse isso.”

Estágio-2 (Raiva): “RAAAAAAACISSSSTA!!!”

Estágio-3 (Barganha): “…mas, mesmo se a BDH for real, ela não significa nada, não é? Sabe, vantagem comparativa, ou pós-modernismo …(ou alguma coisa).”

Estágio-4 (Depressão): “Quem poderia ter imaginado que a realidade era tão má?”

Estágio-5 (Aceitação): “O liberalismo da tábula rasa realmente tem sido uma montanha de lixo desonesto, não é? Acho que é hora de ele morrer…”

[Agredeço ao Thales pela incitação]

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Questões

Nydwracu quer que pensemos mais forte, o que tem que ser uma coisa boa (certo?). Então, quais são as questões básicas da neorreação? Isto é importante demais para apressar, então estou inclinada a ficar meta (o que confiavelmente desacelera as coisas).

Primeiro meta-ponto: Se isso for funcionar, tem que ser bem mais rigorosamente afinado. Isso significa um máximo de três problemas básicos cada um, com o objetivo de amalgamação em uma lista de 10, no máximo. O processo de compressão deveria fazer muito do trabalho preparatório. Adicione os 11 originais de Nydwracu aos 10 completamente diferentes de Bryce Laliberte (nos comentários, mesmo link), e o resultado já é uma confusão em expansão que não vai a lugar algum. Nenhuma das listas é notável por sua concisão, como espero que ambos os proponentes admitiriam. “Os 119 problemas básicos da neorreação” não vai afiar ninguém.

De qualquer forma, aqui estão os meus:

(1) O Problema de Odisseu (ou teoria do nó político): Um modelo de poder distribuído pode ser rigorosamente formulado? Eu não estou nem remotamente convencido de que esta questão já foi respondida e me recuso a ficar animado com monarcas até que tenha sido.

(2) Uma teoria rigorosa de catracas degenerativas captura o problema prático básico da neorreação? Se o fizer, um domínio de investigação é determinado em um alto nível de abstração. Se não o fizer, aonde procuramos pela contra-engenharia de catracas (onde quer que seja, estarei passando muito tempo lá).

(3) O que o ‘neo-‘ em ‘neorreação’ significa? Esta é uma questão oportuna, porque estou notando muitas pessoas indo em direção a ela, e os tópicos que ela escava são enormes. Minha própria opinião sobre isso: Qualquer um que pense que Modernidade, Capitalismo e Progresso sejam simplesmente coisas ruins a terem acontecido deveria abandonar o prefixo ‘neo-‘ imediatamente. Depois disso, qualquer um que careça da convicção de precisar dele deveria pensar sobre fazer o mesmo. A simples reação é OK, não é? Moda não é uma boa razão para nada.

James Goulding também tinha um conjunto extremamente interessante de questões básicas (estou preocupado que elas estão perdidas em algum lugar deste blog). Fazê-las aparecerem também contribuiria seriamente para mover isso para frente.

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O Quadro do Declínio

Este ponto é importante o suficiente para refirmar bem, como Foseti o faz:

O ponto crucial do argumento [de Scott Alexander] é que, “É uma marca do pensamento Reacionário que tudo está ficando gradualmente pior”. Ele então continua mostrando que nem tudo está ficando pior. [..] Não é uma marca do pensamento reacionário de que tudo está ficando pior. Pelo contrário, eu nunca li esse argumento de nenhum reacionário, em lugar nenhum. […] Vamos corrigir sua afirmação: É uma marca do pensamento Reacionário que melhorias massivas na tecnologia foram muito efetivas em mascarar declínios massivos em virtualmente todos os outros aspectos da sociedade.

A suposição progressista, que a neorreação contesta, é que é natural e bom gastar os avanços da civilização em causas não relacionadas com o avanço da civilização. Uma formulação mais controversa (apoiada aqui) é que a Catedral gasta o capitalismo em alguma coisa além do capitalismo e, em última análise, na destruição do capitalismo. Ela tolera uma economia funcional – na medida em que o faz – apenas sob o entendimento de que ela será usada para alguma outra coisa.

A cibernética elementar prevê que, se a produtividade for reciclada em produtividade, o resultado é um processo explosivo de retornos cada vez maiores. Na medida em que a história não está manifestando uma produtividade que se acelera, portanto, pode-se assumir que os circuitos sociais estão sendo alimentados através de ligações não produtivas e anti-produtivas. A Modernidade Tecno-comercial está sendo desperdiçada com o Progressismo (Neo-Puritano). No Ocidente, pelo menos, é isso que está ficando pior.

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Horror Econômico

H. P. Lovecraft e o sistema financeiro global finalmente convergiram.

Da carta da Artemis Capital Management aos investidores (sério): “Volatilidade é sobre medo… mas risco de cauda extremo é sobre horror. O Cisne Negro, enquanto constructo filosófico negativo, é quando o medo acaba e o horror começa. …O medo é algo que vem de dentro do nosso escopo de pensamento. O verdadeiro horror não é o medo humano em um mundo definível, mas o medo que vem de fora do que é definível. O horror é sobre as limitações do nosso pensamento. …Cthulhu é um cisne negro.”

Uma cibernética gótica abundante completa o pesadelo. (“Convexidade curta sombria descreve uma fragilidade imensurável à mudança, introduzida quando os participantes são encorajados a se comportarem de uma maneira que contribui para loops de feedback em um sistema complexo.”)

O Halloween chega mais cedo este ano.

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O Utilitarismo é Inútil

O utilitarismo é completamente inútil enquanto ferramenta de política pública, descobre Scott Alexander (ele não coloca isso bem assim). Em suas próprias palavras: “Sou forçado a reconhecer que a pesquisa sobre felicidade continua sendo um campo muito estranho, cujas conclusões não fazem qualquer sentido para mim e que me tentam a crenças e ações loucas se eu levá-las a sério”.

Por que isso deveria nos surpreender?

Somos todos adultos (darwinistas) aqui. A variação entre prazer e dor é um sistema de orientação comportamental que evoluiu. Dadas opções, ao nível do organismo individual, ele incita a certos cursos e dissuade de outros. A configuração de equilíbrio, que corresponde à funcionalidade ótima, tem que ser estabelecida próxima do neutro. Como uma ‘tendência de felicidade’ de longo prazo, sob tais condições (minimamente realistas), poderia fazer qualquer sentido que seja?

Qualquer coisa remotamente parecida como uma felicidade crônica que não tenha que ser ganha, sempre no curto prazo, por um comportamento selecionado – em algum nível de abstração -, ao longo da história profunda, por sua adaptabilidade, não é apenas inútil, mas positivamente deletéria para a pilotagem biologicamente herdade (cibernética). Cenouras e paus funcionam em um animal que não esteja nem saturado à saciedade, nem desarranjado por alguma extremidade de agonia derradeira. Se ele não se restabelecesse próximo ao neutro, ele seria desfuncional, e a seleção natural teria feito pouco trabalho com ele. (Os gráficos inclusos no posto do SSC fazem perfeito sentido dadas tais suposições.)

O prazer não é um fim, mas uma ferramenta. Entendido de maneira realista, ele pressupõe outros fins. Torná-lo um fim em si mesmo é lançar-se no buraco negro da filosofia dos implantes cerebrais (1,2). É precisamente por que os ‘utils’ têm uma utilidade biológica predeterminada que eles são inúteis para o cálculo de qualquer outra coisa.

Estabeleça fins sérios ou vá para casa. A felicidade certamente não é um. (Otimize a inteligência.)

ADICIONADO: As seções de dicussão no SSC são enormes demais para se guiar, mas este é o primeiro a chegar (próximo) do que eu argumentaria que é o ponto. Bastante provavelmente há outros que o fazem.

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Curto-Circuito II

Quanto trabalho analítico pode ser feito com o modelo de curto-cirtuito de disfunção em sistemas inteligentes complexos, exemplificado pelo modelo de IA com implante cerebral de Alexander. Este blog está apostando: muito.

Engavetando a questão da IA, por ora, como ele pode ser aplicado aos sistemas sociais-civilizacionais? (Este post é um bloco de rascunho sobre alguns territórios atuais sugestivos.)

(1) Macroeconomia. A moeda fiduciária curto-circuita a função monetária ao hackear diretamente o sinal financeiro. Em vez de receber feedback monetário pelo desempenho produtivo, a moeda é reconcebida como uma droga político-econômica, para ser empregada na terapêutica social tecnocrata-gerencial. O conceito de ‘ilusão monetária’ (entre muitos outros) captura esta nova dispensa com um cinismo agudo. Opere diretamente sobre o ‘sentimento econômico’ do público através da manipulação monetária, em vez de tolerar o controle espontâneo do dinheiro pela produção industrial – e arriscando uma depressão. Tudo o que ainda é – comicamente – chamado de ‘capitalismo’ está entupido até os olhos de Prozac Keynesiano.

(2) Drogas. A macroeconomia já é um análogo neuro-farmacêutico tão perfeito que dificilmente faz sentido tratar isto como uma categoria separada.

(3) Sinalização (tudo dela). Hackeie diretamente o sinal, enquanto abandona à atrofia todas aquelas coisas que o sinal originalmente indicava. A Catedral não é, fundamentalmente, uma máquina para fazer isso? Cinda sinais de santidade, e os histerifique, em completo afastamento de qualquer desempenho real que pudesse, em algum momento, ter lhes fundamentado. Esta é a nossa cultura. É uma tecnologia semiótica que, uma vez aprendida, é imediatamente, irresistivelmente, viciante e auto-reforçadora. Toda a escalação do ‘Ultra-Calvinismo’ é inextricável deste processo, conforme os sinais sublimados do bempensar da verdadeira fé lançaram o último lastro de ‘obras’, a fim de se tornarem funções acadêmicas-midiáticas liberadas. A ‘bondade’ agora é pura cosmética.

(4) Fertilidade. Quem precisa de netos, quando podem jogar o imersivo jogo dos avós felizes? (Fique preso nos estágios intermediários do web-pornô, se isso parece mais convincente.) Todos os sinais orientadores darwinianos foram hackeados para o inferno.

(5) Mídia social. Feedback social curto-cicuitado, ‘desempenho’ semiótico simplificado, ‘identidades’ cada vez mais teatrais, vício… está tudo ali.

Uma restauração exigiria algo como uma ‘retificação dos nomes’ confucionista – uma revalidação dos sinais embasada na realidade. Quão popular isto vai ser, quando a alternativa, continuar o curto-circuito semiótico, é pura brisa?

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