Curto-Circuito II

Quanto trabalho analítico pode ser feito com o modelo de curto-cirtuito de disfunção em sistemas inteligentes complexos, exemplificado pelo modelo de IA com implante cerebral de Alexander. Este blog está apostando: muito.

Engavetando a questão da IA, por ora, como ele pode ser aplicado aos sistemas sociais-civilizacionais? (Este post é um bloco de rascunho sobre alguns territórios atuais sugestivos.)

(1) Macroeconomia. A moeda fiduciária curto-circuita a função monetária ao hackear diretamente o sinal financeiro. Em vez de receber feedback monetário pelo desempenho produtivo, a moeda é reconcebida como uma droga político-econômica, para ser empregada na terapêutica social tecnocrata-gerencial. O conceito de ‘ilusão monetária’ (entre muitos outros) captura esta nova dispensa com um cinismo agudo. Opere diretamente sobre o ‘sentimento econômico’ do público através da manipulação monetária, em vez de tolerar o controle espontâneo do dinheiro pela produção industrial – e arriscando uma depressão. Tudo o que ainda é – comicamente – chamado de ‘capitalismo’ está entupido até os olhos de Prozac Keynesiano.

(2) Drogas. A macroeconomia já é um análogo neuro-farmacêutico tão perfeito que dificilmente faz sentido tratar isto como uma categoria separada.

(3) Sinalização (tudo dela). Hackeie diretamente o sinal, enquanto abandona à atrofia todas aquelas coisas que o sinal originalmente indicava. A Catedral não é, fundamentalmente, uma máquina para fazer isso? Cinda sinais de santidade, e os histerifique, em completo afastamento de qualquer desempenho real que pudesse, em algum momento, ter lhes fundamentado. Esta é a nossa cultura. É uma tecnologia semiótica que, uma vez aprendida, é imediatamente, irresistivelmente, viciante e auto-reforçadora. Toda a escalação do ‘Ultra-Calvinismo’ é inextricável deste processo, conforme os sinais sublimados do bempensar da verdadeira fé lançaram o último lastro de ‘obras’, a fim de se tornarem funções acadêmicas-midiáticas liberadas. A ‘bondade’ agora é pura cosmética.

(4) Fertilidade. Quem precisa de netos, quando podem jogar o imersivo jogo dos avós felizes? (Fique preso nos estágios intermediários do web-pornô, se isso parece mais convincente.) Todos os sinais orientadores darwinianos foram hackeados para o inferno.

(5) Mídia social. Feedback social curto-cicuitado, ‘desempenho’ semiótico simplificado, ‘identidades’ cada vez mais teatrais, vício… está tudo ali.

Uma restauração exigiria algo como uma ‘retificação dos nomes’ confucionista – uma revalidação dos sinais embasada na realidade. Quão popular isto vai ser, quando a alternativa, continuar o curto-circuito semiótico, é pura brisa?

Original.
Advertisements

A Armadilha do Sexo

Mais cibernética maligna, desta vez delineada por Janet L Factor em um brilhante ensaio no Quillette. O moedor básico:

Uma vez que a proporção entre os sexos na população humana é normalmente 50/50, quando um homem assume uma esposa a mais, um outro homem é privado da oportunidade de ter uma sequer. Então, se apenas um homem em dez assume uma esposa a mais, um grau muito modesto de poliginia, isso significa que plenos 10% dos homens são completamente excluídos do mercado de casamento. Isso desencadeia uma corrida louca entre os homens jovens para não acabar nesses infelizes 10% inferiores. Ali, as opções para se obter sexo (pelo menos com uma mulher) estão reduzidas a duas: subterfúgio ou estupro.

Agora, pense sobre os números reprodutivos. Digamos que pode se esperar que uma mulher crie, com sucesso, dez crianças durante seu tempo de vida. Mas um homem pode ter isso 10 vezes o número de esposas (ou concubinas) que ele obtiver. O que isso significa para o investimento parental? Os pais só podem esperar um pequeno número de netos das filhas, mas um grande número dos filhos. A seleção favorecerá os pais que favorecerem os filhos lhes concedendo os meios necessários para obterem esposas. As filhas sofrerão negligência; alguns homens desesperados provavelmente as assumirão de qualquer forma.

Na verdade, a realidade é ainda pior do que isso, porque o valor biológico relativamente baixo das filhas encoraja o infanticídio feminino. Então, o número de mulheres disponível para o casamento se torna, na verdade, menor do que aquele de homens, mesmo em termos teóricos, e ainda assim o número de filhos que cada um deles pode ter não aumenta. É um círculo vicioso que escala o conflito sexual – uma armadilha.

O senso de humor de Gnon nem sempre é fácil de se apreciar.

(Circuitos-armadilha severos anteriores no XS aqui e aqui.)

Original.