O utilitarismo é completamente inútil enquanto ferramenta de política pública, descobre Scott Alexander (ele não coloca isso bem assim). Em suas próprias palavras: “Sou forçado a reconhecer que a pesquisa sobre felicidade continua sendo um campo muito estranho, cujas conclusões não fazem qualquer sentido para mim e que me tentam a crenças e ações loucas se eu levá-las a sério”.

Por que isso deveria nos surpreender?

Somos todos adultos (darwinistas) aqui. A variação entre prazer e dor é um sistema de orientação comportamental que evoluiu. Dadas opções, ao nível do organismo individual, ele incita a certos cursos e dissuade de outros. A configuração de equilíbrio, que corresponde à funcionalidade ótima, tem que ser estabelecida próxima do neutro. Como uma ‘tendência de felicidade’ de longo prazo, sob tais condições (minimamente realistas), poderia fazer qualquer sentido que seja?

Qualquer coisa remotamente parecida como uma felicidade crônica que não tenha que ser ganha, sempre no curto prazo, por um comportamento selecionado – em algum nível de abstração -, ao longo da história profunda, por sua adaptabilidade, não é apenas inútil, mas positivamente deletéria para a pilotagem biologicamente herdade (cibernética). Cenouras e paus funcionam em um animal que não esteja nem saturado à saciedade, nem desarranjado por alguma extremidade de agonia derradeira. Se ele não se restabelecesse próximo ao neutro, ele seria desfuncional, e a seleção natural teria feito pouco trabalho com ele. (Os gráficos inclusos no posto do SSC fazem perfeito sentido dadas tais suposições.)

O prazer não é um fim, mas uma ferramenta. Entendido de maneira realista, ele pressupõe outros fins. Torná-lo um fim em si mesmo é lançar-se no buraco negro da filosofia dos implantes cerebrais (1,2). É precisamente por que os ‘utils’ têm uma utilidade biológica predeterminada que eles são inúteis para o cálculo de qualquer outra coisa.

Estabeleça fins sérios ou vá para casa. A felicidade certamente não é um. (Otimize a inteligência.)

ADICIONADO: As seções de dicussão no SSC são enormes demais para se guiar, mas este é o primeiro a chegar (próximo) do que eu argumentaria que é o ponto. Bastante provavelmente há outros que o fazem.

Original.
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