Big Bang – uma apreciação

Algumas razões para se amar o Big Bang:

– O tempo fica tenso novamente.

– O modelo de estado estacionário é provado insustentável – a mais requintada ironia de todos os tempos?

– As teorias físicas agora têm datas cósmicas. Por exemplo, a ainda elusiva teoria unificadora da gravitação quântica corresponde à Época de Planck, quando o universo ainda era bem menor do que um núcleo atômico, compelindo a gravidade a operar na escala quântica. Similarmente, a tecnologia de aceleradores de partículas se torna uma regressão ao tempo profundo.

– A Época de Planck é realmente selvagem: “Durante a era de Planck, o Universo pode ser melhor descrito como uma espuma quântica de 10 dimensões contendo buracos negros de comprimentos de Planck sendo continuamente criados e aniquilados sem qualquer causa ou efeito. Em outras palavras, tente não pensar sobre esta era em termos normais”.

– O vazio se anima. Sten Odenwald cita o físico da UCSB Frank Wilczek: “A razão pela qual há algo ao invés de nada é que nada é instável”.

Original.
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O Acordo

A NRx repudia a política pública. Inverta isso e é a tese: A política acontece em privado.

Especificamente – enquanto filosofia política – a NRx advoga a privatização do governo. Ela faz um argumento público em favor disso, em abstrato, mas apenas para propósitos de otimização informacional e teórica. Ela não está, jamais, fazendo política em público, mas apenas pensando sobre ela sob condições de segurança mínima para a inteligência. A execução concreta da estratégia política ocorre através de acordos privados.

A moeda de troca de tais acordos foi formalizada, por Mencius Moldbug, como propriedade primária (ou soberana e fungível). Ela corresponde à conversão – seja ideal ou real – do poder coercitivo em ativos empresariais. Esta conversão é o que ‘formalismo’ significa. É uma contribuição importante para a filosofia política e para a economia política, mas é também uma posição de negociação.

Clamores por Ação! (pública) estarão sempre conosco, pelo menos até que as coisas sejam radicalmente arrumadas. Eles deveriam ser ignorados. Nenhuma ação púbica é séria.

A coisa séria é o acordo, que substitui qualquer aparência de revolução e também perpetuação de regime. A NRx das sombras – que age por fora da esfera de visibilidade pública – é um vulture fund político. Este blog não quer saber quem ou o que ela é. Seu profundo sigilo é o mesmo que sua realidade. Nossa preocupação está restrita à maneira em que ela necessariamente age, em conformidade com um princípio absoluto. Perguntamos apenas: Como o acordo tem que ser?

Em sua essência é isto: Entregue suas capacidades efetivas de preservação do regime em troca de ações de propriedade primária. A forma assim indica os outorgantes relevantes – detentores das chaves do poder coercitivo. O que está em oferta para eles, conforme a NRx se desenvolve na realidade (nas sombras), é a formalização de sua autoridade social implícita, através da emergência de um novo – definitivo ou ‘transcendental’ – meio comercial. Toda a transição neocameral é realizada através disto.
“Transforme tudo que você tem em código rigoroso, e tudo muda. Podemos ajudar com a parte técnica.”
“Por que eu deveria fazer isso?”
“Vai valer a pena.”

Este é o aspecto de vulture fund. A capacidade de poder coercitivo é sistematicamente sub-valorizada sob as condições de degeneração demótico-catedralistas, uma vez que é desperdiçada na preservação cada vez mais ineficiente de um establishment religioso insano – a Eclesiocracia Ateo-Ecumênica – e compensada de acordo, a partir dos restos carbonizados do desastre político crônico. Depois que programas sociais domésticos disfuncionais, compra de eleições e política externa jacobina foram pagos, o que resta para recompensar a governança competente?

A capacidade administrativa está escravizada à Catedral, o que quer dizer, a uma zelosa busca de objetivos impossíveis e, assim, ao desperdício acelerante. Enquanto oportunidade de negócios (“Podemos ajudar com a parte técnica”), a atratividade da deserção cresce, portanto, em proporção estrita com o triunfo do progressismo. Isto é crítico, porque os risco do limiar de transição são imensos, e o acordo tem que cobri-los.

“Todo essa governanaça complexa que você está fazendo sob circunstâncias cada vez mais ridiculas? Queremos lhe ajudar a transformá-la em um negócio.”

 

… “Você entende que você está basicamente trabalhando como um valentão da segurança de Jim Jones no momento, sim?”

A Catedral é o Templo do Povo.

Original.

Zack-Pop II

A política de Zack é interessante o suficiente para ter gerado preocupação:

A lógica do apocalipse zumbi inevitavelmente pinta os humanos – os que sobrevivem, de qualquer forma – como egoístas, perigosos e prontos para se voltar uns contra os outros quando confrontados com dificuldades. É uma visão perversa e darwinista social de uma sociedade que se desvenda rápida e facilmente; as únicas coisas que aparentemente nos mantém juntos são departamentos de polícia e a eletricidade. […] …Os princípios básicos da lógica zumbi também seguem princípios conservadores da linha dura (auto-suficiência, individualismo, isolacionismo), que têm sido cada vez mais forçosamente articulados ao longo dos últimos quinze anos. Em seu livro de 2012, Thomas Edsall examina o trabalho do professor Philip Tetlock de Wharton, que descobriu que os conservadores “toleram menos compromissos; vêem o mundo em termos de ‘nós’ versus ‘eles’; estão mais dispostos a usar força para ganhar uma vantagem; são mais ‘propensos a confiar em regras avaliativas simples (bom vs. mau) ao interpretar questões de política’; estão motivados a punir violadores de normas sociais (por exemplo, desvios das normas tradicionais de sexualidade ou comportamento responsável) e a dissuadir caroneiros”. Soa familiar? Basicamente descreve o compasso moral de sobreviventes bem-sucedidos de zumbis. Engraçado, então, que os Republicanos, na verdade, tendam a odiar The Walking Dead. […] Independentemente disso, a proliferação da cultura zumbi, neste momento, é incompreensível. Como ainda estamos, enquanto público, fascinados pelo mesmo cenário, os mesmos vilões com morte cerebral, os mesmos desertos esvaziados? “Está se alimentando de si mesmo”, disse [Daniel] Drezner. “Toda vez que alguém diz que atingimos o pico dos zumbis, alguma outra vem junto”.

A hipótese provisória do XS: a preparação para Zack é a resposta comercial-estética à morte do conservadorismo. Os progs não podem ser parados por nenhum mecanismo político já instalado, então é hora de estocar o porão com munição e feijões. Naturalmente, eles vão dizer: você não deveria estar pensando assim! É encorajante que tantas pessoas estejam.

Original.

Zack-Pop

Michael Totten cobre uma quantia impressionante de terreno em seu resumo da cultura zumbi contemporânea. Poderia ser chamada de Antropoceno Sombrio: Um mundo emergente assombrado pelo medo espesso de que todo o resto do planeta é uma ameaça zumbi latente. Debaixo de um pele de civilidade fina e que facilmente de rasga, seus vizinhos cada vez mais incompreensíveis são canibais sem mente, aguardando um desencadeamento. Estados-Nação disfuncionais não oferecem nenhuma proteção crível, mas estiveram por aí por tempo o bastante para garantir que você tenha sido drasticamente desarmado das competências básicas de sobrevivência. Algum pulso de amídala residual está lhe dizendo para começar a pensar como você vai lidar quando tudo finalmente vier abaixo.

Não é surpresa para ninguém que este blog vê isso, de forma bastante direta, como introspecção democrática. Só é necessário que as pessoas comecem a se banquetear da mesma maneira em que votam, e estamos zackados. Toda a cultura está dizendo – e agora praticamente gritando – que essa é a forma em que a modernidade sócio-política acaba.

Original.

Futuro Zackado

obamazombies

Charlton:

A Revolução Industrial teve o efeito de permitir que muitos bilhões de pessoas que teriam morrido ficassem vivas – isto significou que mutações genéticas que teriam sido eliminadas pela morte durante a infância, em vez disso, se acumularam. […] …por um lado, as mutações têm se acumulado, geração a geração, com (aprox.) um ou duas mutações deletérias sendo adicionadas a cada linhagem a cada geração; pelo outro, as pessoas que exibiam traços causados por mutações deletérias – tais como inteligência reduzida e conscienciosidade de longo prazo debilitada, ou maior impulsividade, agressão e criminalidade – foram positivamente selecionadas, foram geneticamente favorecidas – simplesmente porque suas patologias significavam que elas eram incapazes ou relutantes em usar tecnologias reguladoras de fertilidade. […] Em outras palavras, o acúmulo de mutações que prejudicam a funcionalidade, na verdade, amplifica o sucesso reprodutivo sob as condições atuais e durante várias gerações passadas.

Em algum ponto, a proporção de mutantes – que são, em média, significantemente debilitados em funcionalidade – se tornará tão grande que a Revolução Industiral desmoronará, colapsará; o excesso populacional de 6-7 bilhões será insuportável; haverá uma escala Giga de mortes (isto é, bilhões de mortes) de mortalidade ao longo de um período… […] Uma população de mutantes cuja inteligência tenha sido arrastada para baixo até um certo nível será muito menos funcional do que uma população em que a seleção a manteve em equilíbrio nesse nível – os mutantes carregarão múltiplas patologias além de sua inteligência debilitada. […]

Esse mundo de morte em massa fornecerá um novo tipo de ambiente seletivo – alguns mutantes podem se reproduzir muito rapidamente sob essas condições estranhas (e temporárias), ao evoluir para explorar recursos incomuns que estão (temporariamente) em abundância em um mundo de Giga-morte…

E se a extinção durar algumas gerações, alguns ‘carniceiros’ mutantes esquisitos podem vir a dominar em alguns lugares.

É possível que esta passagem não esteja nos arrastando para um cenário de Zack ou “Raiva Africana” de Apocalipse Zumbi canibal – ou quase – mas os parágrafos finais são não fáceis de se interpretar de qualquer outra maneira. Se eu fosse um roteirista de Hollywood, eu estaria sobre essa narrativa especulativa como um mutante carniceiro sobre uma montanha de cadáveres.

Original.

Zackado

Embora, sem dúvidas, seja lisonjeiro ser o alvo de uma artigo de opinião brutal, preguiçoso e desonesto, também é vagamente irritante. Kuznicki não poderia ter alimentado a fogueira com ódio o suficiente com a rejeição da democracia, simpatias pela BDH, anti-igualitarismo, fundamentalismo de mercado, desintegracionismo, e o sussurar de Shoggoth, sem também inventar um monte de coisas?

De qualquer maneira, apenas para registro:

* Eu não sou um proponente do “‘realismo’ racial nacionalista branco”.
* Em nenhum lugar eu “argumento que o nacionalismo branco e o liberalismo de mercado de alguma forma são indissociáveis”.
* Eu nunca fiz um “argumento contra os mercados” de qualquer tipo, muito menos de que eles “estão por trás da democracia com um veto tirânico e imprevisível” [o que quer que isso signifique]
* Eu nunca promovi a “pureza racial”

Sem dúvidas, há uma série de pessoas que aparecem aqui que desejam que eu fizesse alguns desses argumentos, e, ao me distanciar delas, eu não estou querendo endossar a sugestão de Kuznicki de que eles são meros insultos.

Este tipo de situação tende a estressar a objetividade, de modo que não vou fingir um perfeito equilíbrio quanto ao assunto. Parecem haver lições, no entanto, de uma natureza bastante geral.

Para começar, o problema do ‘engajamento’ com a mídia é real, que só pode ficar mais premente, em estrita proporção com o ‘sucesso’. Eles têm que vir atrás de Mencius Moldbug, em algum ponto, na medida em que qualquer coisa interessante estiver sendo preparada, então provavelmente haverá mais testes de execução contra alvos secundários. Toda a questão da seleção de alvos é potencialmente interessante, mas não tenho nenhum conhecimento especial para compartilhar sobre esse tópico neste momento.

Claramente, eu tive muita sorte nesse caso. A China não parece ser compatível com a Catedral (como Stirner aponta na excelente seção de comentários), então a pressão social direta está seriamente embotada. Kuznicki não é nem a faca mais afiada na gaveta, nem um pitbull, então fraqueza tem sido a impressão ‘dominante’. O site do qual ele posta, apesar de seu estilo de revista, é bestante incrivelmente marginal – o tráfego deste pequeno blog para o seu tem corrido de duas a três vezes ao contrário (o que eu nunca teria imaginado – eles têm dez contribuidores listados lá). O Umlaut também permite comentários, o que tem sido um fisco completo para eles desta vez (dê uma olhada). Todos os visitantes têm detonado Kuznicki, e usado o sistema de upvote/downvote para quantificar o argumento. Estou enviesado, mas achei isso absolutamente hilário. Vale a pena notar, contudo, que a máquina midiática da esquerda tem retirado suas seções de comentários, que os torna bem mais efetivos como máquinas de ataque livres de represálias. Finalmente, o Twitter têm sido um recurso extraordinário. É um componente absolutamente crítico de nossa capacidade de nos defender.

Reunindo tudo isso: Temos que aprender, nos preparar e antecipar. As lutas por vir valem a pena acertar. Qualquer depressão fatalista sobre o poderio de nossos inimigos é tanto derrotismo auto-realizador quanto, em medida considerável, simplesmente falso. Não há qualquer razão para pensar que o ‘destino’ da mídia está sob seu controle ou mesmo que suas tendência são, em geral, favoráveis a eles. A prática é nossa amiga. Essas coisas vão importar cada vez mais. A sorte não vai sempre estar tão obviamente de um lado só.

ADICIONADO: Jason Kuznicki é magnânimo o suficiente para escrever isto. Aprecia-se.

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Horror Abstrato (Nota-2)

Um sobressalto muito especial de alegria para a Noite (de Horror) de Sexta-Feira – um monstro totalmente novo (o ‘Fantasma’):

A maioria dos modelos de energia escura mantém que a quantidade dela permanece constante. Mas cerca de 10 anos atrás, os cosmólogos perceberam que, se a densidade total da energia escura estiver aumentando, poderíamos estar em direção a um cenário de pesadelo – o “grande rasgo”. Conforme o espaço-tempo se expande, cada vez mais rápido, a matéria será dilacerada, começando com os aglomerados de galáxias e terminando com os núcleos atômicos. Os cosmólogos a chamaram de energia “fantasma”.

Para descobrir se isso poderia ser verdade, Dragan Huterer, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, se voltou para supernovas de tipo Ia. Estas explosões estelares têm todas o mesmo brilho, de modo que elas agem como padrões cósmicos para medir distâncias. A primeira evidência de que a expansão do universo está se acelerando veio de estudos de supernovas do tipo Ia, no final dos anos 1990.

Se as supernovas estivessem se acelerando para longe umas das outras mais lentamente no passado do que agora, então a densidade da energia escura poderia estar aumentando, e nós poderíamos estar encrencados. “Se você se mover mesmo que seja um milímetro da borda, você cai no abismo”, Huterer diz.

Huterer e seu colega Daniel Shafer compilaram dados de levantamentos recentes sobre supernovas e descobriram que, dependendo de quais levantamentos você usa, poderia haver uma ligeira evidência de que a densidade da energia escura tem aumentado ao longo dos últimos 2 bilhões de anos, mas isso não é estatisticamente significante ainda (Physical Review D, doi.org/vf9)

A energia fantasma é uma teoria azarona, mas as consequências são tão dramáticas que vale a pena testar, diz Huterer. A fraqueza da evidência é equilibrada pelo fato de que as implicações são enormes, diz ele. “Teremos que revisar completamente até mesmo nosso pensamento atual sobre energia escura se o fantasma estiver mesmo trabalhando.”

(Se eu estivesse inventando essas coisas, sobre a totalidade do espaço cósmico sendo um monstro oculto, pronto para despedaçar cada partícula do universo, eu teria dado o nome de ‘Dragan Huterer‘ para o herói também.)

Original.