À Beira da Loucura

Uma incitação de @hugodoingthings a se explorar as criptas densa de fantasmas do Basilisco de Roko (que, inexplicavelmente, nunca pegou antes) levou direto a este cativante relato na RationalWiki. Todo o artigo é excitante, mas o seguintes pequenos parágrafos se destacam por sua extraordinário intensidade dramática:

O basilisco de Roko é notável por ter sido completamente banido das discussões no LessWrong, onde qualquer menção a ele é deletada. Eliezer Yudkowsky, fundador do LessWrong, considera que o basilisco não funciona, mas não explica por quê, pois não considera que a discussão aberta sobre a noção de comércio acausal com possível superinteligências seja demonstravelmente segura.

Super-extrapolações bobas de memes, jargões e conceitos locais são bastante postados no LessWrong; quase todas apenas recebem votos negativos e são ignoradas. Mas a esta, Yudkowsky reagiu a ela imensamente e depois redobrou sua reação. Graças eu efeito Streisand, discussões sobre o basilisco e os detralhes sobre o caso logo se espalharam para fora do LessWrong. Na verdade, ele agora é frequentemente discutido fora do LessWrong, em quase qualquer lugar em que o LessWrong sequer seja discutido. Todo o caso constitui um exemplo real de um falha espetacular de gerenciamento comunitário e controle de informações supostamente perigosas.

Algumas pessoas familiares com o memeplexo do LessWrong sofreram distúrbios psicológicos graves após contemplarem ideias afins à do basilisco – mesmo quando elas estavam razoavelmente seguras intelectualmente de que ele é um problema bobo. A noção é levada suficientemente a sério por alguns postadores do LessWrong para que eles tentem descobrir como apagar evidências de si mesmos, de modo que uma futura IA não possa reconstruir uma cópia deles para torturar.

“…Quer dizer, uma infiltração retrocrônica de IAs está realmente deixando as pessoas loucas, agora mesmo?”. Ah, sim. No Less Wrong, o comentador ‘rev’ clama por ajuda:

Existe algum mecanismo neste site para lidar com questões de saúde mental desencadeadas por posts/tópicos (especificamente, o post proibido do Roko)? Eu realmente apreciaria que qualquer postador interessado entrasse em contato por MP para uma conversa. Eu não realmente sei a quem recorrer. …

Vagando pela ala psiquiátrica, passando por fileiras de Tiras Turing neurologicamente destruídos, violados no fundo de suas mentes por algo indizível vindo até eles do futuro próximo… Estou completamente viciado. Alrenous foi notavelmente bem sucedido em me desmamar desse lixo de ontologia estatística, mas uma dose de EDT concentrada, e volta tudo de novo, como a maré do destino.

Pesadelos se tornam peças de máquina projetadas com precisão. Desta forma, somos conduzidos um pouco mais ao fundo, ao longo do caminho das sombras…

Original.

A Pílula Vermelha

Morpheus: Eu imagino que você esteja se sentindo um pouco como a Alice. Hm? Entrando pela toca do coelho?
Neo: Você tem razão.
Morpheus: Eu vejo nos seus olhos. Você tem o olhar de um homem que aceita o que vê porque está esperando acordar. Ironicamente, não deixa de ser verdade. Você acredita em destino, Neo?
Neo: Não
Morpheus: Por que não?
Neo: Porque não gosto da ideia que não controlo minha vida.
Morpheus: Sei exatamente o que quer dizer. Vou lhe dizer por que está aqui. Você está aqui porque você sabe de algo. O que você sabe, você não consegue explicar, mas você sente. Você sentiu a sua vida inteira que há algo de errado com o mundo. Você não sabe o que é , mas está lá, como um zunido na sua cabeça, te enlouquecendo. Foi esse sentimento que te trouxe até mim. Você sabe do que estou falando?
Neo: Da Matrix?
Morpheus: Você deseja saber o que ela é?
Neo: Sim.
Morpheus: A Matrix está em todo lugar. Em toda nossa volta. Mesmo agora, nesta sala. Você pode vê-la quando olha pela janela ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho… quando vai à igreja… quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para lhe cegar à verdade.
Neo: Que verdade?
Morpheus:[se inclina para perto de Neo] De que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro. Nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente.
[pausa]
Morpheus: Infelizmente, é impossível dizer o que é a Matrix. Você tem de ver por si mesmo. [Abre uma caixa de pílulas, esvazia os conteúdos nas palmas das mãos e estica sua mãos] Esta é sua última chance. Depois disso, não há como voltar. Se tomar a pílula azul [abre sua mão direita para revelar uma pílula azul translúcida], a estória acaba, e você acordará na sua cama acreditando no que quiser acreditar. Se tomar a pílula vermelha [abre sua mão esquerda, revelando uma pílula vermelha similarmente translúcida], ficará no País das Maravilhas e eu lhe mostro até onde vai a toca do coelho. [Neo apanha a pílula vermelha] Lembre-se: tudo que ofereço é a verdade. Nada mais.

– Esta é versão dos irmãos Wachowski do Platonismo Gnóstico e ela acerta exatamente quase tudo. A Alegoria da Caverna, de Platão (no Livro VII da República), conta precisamente a mesma estória, mas com um elenco mais barato, efeitos especiais inferiores e menos drogas. Não é surpreendente que o Iluminismo Sombrio tenda a ficar com o remake, conforme fica Neo(reacionário).

A chave crítica para a gnose é a percepção de que todo o seu mundo é um lado de dentro, que implica em um Lado de Fora e na possibilidade radical de escapada. O que parecera ser realidade ilimitada é exposto como um receptáculo, desencadeando uma partida abrupta, saindo um sistema de ilusão. Tudo o mais é meramente a rota tomada para nos alcançar, adaptada às ruínas. As especificidades da estória são restrições das quais se livrar retorcendo-se, uma vez que suas funções foram exauridas, como ganchos, dentes cerrados, circuitos de replicação memética e manchas de camuflagem. Contanto que uma diferença interior / exterior seja efetivamente comunicada, os detalhes narrativos são incidentais.

A versão chinesa, que talvez tenha se originado com Zhuangzi, descreve um sapo em um poço, que nada sabe sobre o Grande Oceano (井底之蛙,不知大海). Esta simples fábula já é completamente adequada às mais exaltadas ambições da filosofia mística.

Colocar as coisas em caixas ou retirá-las de caixas é o todo do pensamento, tão logo as ‘coisas’ possam, elas mesmas, serem tratadas como caixas. Categorias e conjuntos são caixas, de modo que mesmo dizer “um A é um B” é efetuar uma operação de inclusão ou inserção, através da qual a ‘identidade’ é primordialmente aplicável. Ser é estar dentro. Colocar uma espécie dentro (ou ‘sob’) um gênero tem uma originalidade cognitiva insuperável, estendendo-se até o horizonte mais distante da ontologia (uma vez que um horizonte ainda é uma caixa). Conter, ou não conter, é a primeira e última relação inteligível. Caixas são básicas.

Tomar a pílula vermelha é escalar para fora de uma caixa. Ao mostrar a jaula, já alcança uma liberação cognitiva e, assim, fornece um modelo para qualquer escapologia prática que haja para seguir. Saber como deixar uma caverna ou um poço já é saber – de maneira abstrata – como deixar um mundo (e a abstração não é nada além de exterioridade).

O que é inescapável, a não ser através de uma auto-escravização precipitada, é a desagradabilidade social do Iluminismo Sombrio. A gnose é ineliminavelmente hierárquica e, na melhor das hipóteses, condescendente (quando não abrasivamente desdenhosa), porque uma mente livre não pode fingir igualdade com uma mente escrava, independente do escárnio lançado contra ela por causa disso. Como Brandon Smith observa:

Frequentemente se diz que há apenas dois tipos de pessoas neste mundo: aquelas que sabem e aquelas que não sabem. Eu expandiria isto e diria que há, na verdade, três tipos de pessoas: aquelas que sabem, aquelas que não sabem, e aquelas que não se importam em saber. Membros do último grupo são o tipo de pessoa que eu caracterizaria como “sheeple”.

As ‘sheeple’ de Smith não são meramente ignorantes, mas ativamente auto-enganadoras. Ao tomarem a pílula azul, elas optaram por residir na prisão de mentiras. É neste ponto, contudo, que a metáfora farmacêutica muda de gancho para obstáculo, porque não há nenhuma ‘pílula azul’ ou qualquer coisa funcionalmente equivalente além da própria Matrix como um todo (o que seria dizer, claro, a Catedral).

Um ponto crítico da análise política e social é alcançado aqui, e é um que continua a evadir a apreensão definitiva, devido a suas elusivas sutilizas. Entre o arquiteto oculto da Matrix e as sheeple que tomam a pílula azul, ou “rio de carne“, não há nenhuma ordem simples de maestria, seja indo na direção óbvia (da elite doutrinária para a massa doutrinada) ou na alternativa democrática-perversa (colocando a especialidade a serviço da ignorância popular e suas vulgaridades). A Matrix é tanto um objeto de apego popular ‘genuíno’ quanto um aparato de controle mental sistemático. Ela é mais verdadeiramente democrática quando atinge mais completamente seu estado de clímax na falsidade totalitária leve. A máquina de propaganda não é menos do que um circo. O que é exigido – o que sempre foi exigido – é a mentira.

A invocação mais recente da pílula vermelha por Moldbug diz:

Eu acho que escolhi minha candidata para a Pílula em si. E vou ficar com ela. Minha Pílula é:

A América é um país comunista.

O que eu gosto sobre esta afirmação é que ela é ambígua. Especificamente, ela é uma ambiguidade Empsoniana do segundo ou talvez terceiro tipo (eu nunca realmente entendi a diferença). Incorporada como está na louca tapeçaria da história do século XX, AEUPC pode ser interpretada de inúmeras maneiras.

Todas estas interpretações – a menos que inventadas como um espantalho intencional e obviamente idiota – são absolutamente verdadeiras. Às vezes elas são obviamente verdadeiras, às vezes surpreendentemente verdadeiras. Elas são sempre verdadeiras. Porque a América é um país comunista.

A verdade é que a América serve ao povo através da mentira. Esta é a ‘escolha’ representada pelo progressismo (= comunismo), instalado, em um estado altamente acabado, por mais de um século, como auto-engano popular triunfante. O serviço fornecido – e exigido – é o engano. Se as pessoas virem através da mentira, a insatisfação resultante não derivará do fato de que se mentiu para elas, mas da revelação de que não se mentiu para elas bem o suficiente. Algo poderia ser mais claro do que isso? Os surtos de ira popular ocorrem exatamente naquelas momentos em que a realidade ameaça a se manifestar – quando a Matrix falha. “Nós os elegemos para nos esconder a verdade”, o povo guincha, “então apenas façam o seu maldito trabalho e façam a realidade desaparecer”.

Não há nenhuma pílula vermelha para salvar a sociedade. Imaginar que poderia haver é não entender nada.

Original.

Premissas da Neorreação

Patri Friedman é tanto extremamente inteligente quanto, para este blog entre outros na ‘sfera, altamente influente. Então, quando ele nos promete “um iluminismo sombrio mais politicamente correto” (“adicionando anti-racismo e anti-sexismo à minha controversa nova posição pró-monogamia”), isso é uma coisa. Acentua preocupações sobre ‘entrismo’ e entropia ideológica, levando a algumas respostas pensativas tais como esta (de Avenging Red Hand).

Michael Anissimov antecipou isto em um post em More Right sobre as ‘Premissas do Pensamento Reacionário’, que começa: “Fazer progresso em qualquer área de empenho intelectual requer conversa entre aqueles que concordam com premissas básicas e a exclusão daqueles que não concordam”. (O comentário de Cathedral Whatever também vale bem a pena uma olhada.) As cinco premissas originais de Anissimov, subsequentemente atualizadas para seis (com uma nova #1 adicionada) são:

1. As pessoas não são iguais. Elas nunca serão. Rejeitamos a igualdade em todas as suas formas.
2. A direita está certa e a esquerda está errada.
3. A hierarquia é basicamente uma boa ideia.
4. Os papéis sexuais tradicionais são basicamente uma boa ideia.
5. O libertarianismo é retardado.
6. A democracia é irremediavelmente falha e precisamos acabar com ela.

Estes ‘artigos’ neorreacionários merecem uma resposta em detalhada, mas neste ponto eu simplesmente avançarei uma lista alternativa, na expectativa de que ainda outras versões estarão por vir no futuro próximo, fornecendo uma referência para a discussão. Meu objetivo (condizente com o conselho de ARH) é a economia, afinada através da abstração, no interesse da sustentação da diversidade produtiva. Minimamente, afirmamos:

1. A democracia é incapaz de controlar o governo. Com esta proposição, a possibilidade efetiva de uma direita mainstream é negada. Na medida em que qualquer movimento político retenha sua fidelidade ao mecanismo democrático, ele conspira com a catraca da expansão governamental e, assim, essencialmente se dedica a fins esquerdistas. A porta de entrada do Libertarianismo para a Neorreação se abre com este entendimento. Como corolário, qualquer política imperturbável pelo estatismo expansionista não tem qualquer razão para se desviar para dentro do caminho neorreacionário.

2. O igualitarismo essencial à ideologia democrática é incompatível com a liberdade. Esta proposição é parcialmente derivada da #1, mas se estende mais além. Quando elaborada historicamente, e cladisticamente, ela se alinha com a teoria Cripto-Calvinista da evolução política Ocidental (e depois Global). A crítica que ela anuncia intercepta significantemente os rigorosos achados da BDH. As conclusões extraídas são primariamente negativas, ou seja, elas suportam uma rejeição, baseada em princípios, da política igualitária positiva. A hierarquia emergente é pelo menos tolerada. Modelos mais assertivos e ‘neofeudais’ da hierarquia social ideal são devidamente controversos dentro da Neorreação.

3. As soluções sócio-políticas neorreacionárias são, em última análise, baseadas em Saída. Em todos os casos, a saída deve ser defendida contra a voz. Nenhuma sociedade ou instituição social que permite a livre saída está aberta a qualquer crítica politicamente eficiente adicional, exceto àquela que a própria seleção sistemática de saída aplica. Dada a ausência de tirania (isto é, livre saída), todas as formas de protesto e rebelião devem ser consideradas perversões esquerdistas, sem direito a proteção social de nenhum tipo. O governo, de qualquer forma tradicional ou experimental, é legitimado a partir do lado de fora – através da pressão de saída – em vez de internamente, através da capacidade de resposta à agitação popular. A conversão da voz política em orientação à saída (por exemplo, revolução em secessionismo), é a principal característica da estratégia neorreacionária.

Da perspectiva deste blog, nenhuma premissa além dessas – não importa o qual amplamente endossada dentro da Neorreação – é verdadeiramente básica ou definidora. A resolução de disputas elaboradas é remetida, em última análise, à geografia dinâmica, e não à dialética. É o Lado de Fora, trabalhando através da fragmentação, que rege, e nenhuma outra autoridade tem legitimidade.

[Se alguém perguntar “Como esse post de repente pulou do ‘Iluminismo Sombrio’ para ‘Neorreação’?”, minha resposta é “Bom ponto!” (mas um para uma outra ocasião).]

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Problemas Neorreacionários

Estou sob a sagrada obrigação de analisar o e-book What is Neoreaction? Ideology, Social-Historical Evolution, and the Phenomena of Civilization de Bryce Laliberte. Felizmente, este solene dever não foi especificamente agendado. Trabalhar para a sua realização é um processo instigante, o que é uma coisa boa.

Por uma questão trivial, sou forçado a perguntar: Deveria ser ‘fenômenos’ mesmo? ‘Fenômeno’ seria mais estilisticamente persuasivo, mesmo que o plural seja defensável por razões conceituais. Esse tipo de questão secundária, contudo, é auto-distração sintomática. Há questões sérias em jogo aqui, e elusivas.

Minha prevaricação é, parcialmente, o resultado de ideias que colidem, que ficaram emaranhadas ao significado desse livro (para mim), mas não são realmente internas às suas próprias preocupações. A primeira entre estas é a conotação da própria palavra ‘neorreação’, que acende uma conversação embriônica (na casa de Laliberte e na minha). Questões terminológicas podem facilmente parecer impertinentes ou fetichistas, mas, neste caso pelo menos, elas se estendem continuamente para dentro de questões de indisputável substância e relevância. Sumariamente: A ‘neorreação’ é primariamente uma doutrina ou um problema? (Talvez o ponto de interrogação injustamente enviese o julgamento.)

Em um post futuro, eu voltarei às especificidades da definição estendida de Laliberte – que é, sem dúvida, coextensiva ao livro. É de amplo interesse e se conecta de maneira importante com a busca de Nick B. Steves por ‘consenso reacionário‘ (note: sem ‘neo-‘). Neste ponto, contudo, minhas observações marcadoras de lugar são, elas mesmas, deliberadamente problemáticas, referindo-se ao papel do paradoxo e da ironia no termo e na ‘coisa’ – elementos que são, para mim, essenciais, mas que eu suspeito que Laliberte veja como incidentais ou mesmo lamentáveis. A neorreação, da perspectiva problemática, é a insistência de uma questão, em vez de uma solução lutando para nascer em uma doutrina estabelecida. É uma palavra inventada para preservar sua própria ilegibilidade dinâmica (ou paradoxo instável), pelo menos tanto quanto o nome de um programa a caminho da aceitação (chegando na significância consensual).

Uma vez que a neorreação parece estar sendo arremessada em algum tipo de reconhecimento, devido, em grande parte, às contribuições de Laliberte, estas considerações são arcanas apenas de um lado de uma conversa não desenvolvida. Mais provavelmente, o ritmo e o contexto desta troca serão estabelecidos em lugares inesperados. Tais iminentes incógnitas inevitavelmente guiam meu caminho para dentro do livro de Laliberte, conforme ele se abre, peça por peça, à frente.

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Uma Perturbação na Força

Alguém mais está começando a ficar um pouco… acho que o termo técnico é ‘estranhado’ pelo que está acontecendo na mídia?

Dado que o ponto de convergência central da neorreação é uma análise do poder da mídia enquanto consumação da tendência mainstream (anglófona) na história política global, é impossível achar esse tipo de coisa simplesmente divertida. A teoria da Catedral prevê um loop fechado semi-estável no qual a auto-organização acadêmica esquerdo-progressista obtém domínio social cada vez mais abrangente através de um sistema de mídia condutor. Quando a mídia se desvia da mensagem, permitindo que sejam notadas coisas que – carecendo completamente de endosso acadêmico – não podem legitimamente existir, algo de significância social profunda está ocorrendo.

Poderia haver qualquer número de oportunidades intrigantes nesses desenvolvimentos (ainda profundamente crípticos). Para Mencius Moldbug, contudo, eu suspeito que a vida poderá em breve se tornar desconfortavelmente interessante. Os cães de ataque da esquerda lhe deixaram em paz, na esperança de que ele permanecesse desconhecido e ignorado. Uma vez que esta esperança morrer, as coleiras certamente serão retiradas.

[Eu não esqueci que devo a Bryce uma análise de What is Neoreaction? – mas eu não havia esperado que estaria em uma corrida para completá-la antes que o New York Times chegue à linha de chegada.]

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Categorização

Como antecipado, a organização do blogroll de Outside in está se transformando, de uma tarefa mecânica, em um cativante problema político-cultural e filosófico. Minha sensação é que as pessoas geralmente resolvem esse tipo de dilema em uma base razoavelmente apressada e ad hoc, mas parece já muito tarde para fazer isso. Há considerações de legado e meandros de variedade de coalizões em jogo. Em última análise, há a questão sobre a significância central do termo ‘neorreação’ – Ele é um mero ponto de convergência, arremessado à proeminência por oportunidades históricas arbitrárias, ou é um conceito denso, cujos componentes semânticos devem ser escrupulosamente respeitados?

Minha tentação seria evitar taticamente a palavra, a fim de acessar uma terminologia mais flexível e diferenciada. O que me impede de fazê-lo é o sentimento arrogante de que eu respeito a palavra mais do que qualquer outra pessoa a quem ela é aplicada. ‘Neorreação’ é um termo inerentemente paradoxal e físsil, dividindo-se em si mesmo sobre um eixo temporal. Segue-se que eu sou extremamente relutante em vê-lo relegado a um mero marcador categórico, empregado para designar tendência ideológicas cujo conteúdo substancial é melhor – ou mais completamente – explicado em outros termos. A palavra Neorreação declara, intrinsecamente, que ela pertence a viciados-temporais fissionalistas explorando uma dissociação histórica. É isto que ela diz, independente de como é usada.

O problema da categorização, portanto, permanece, indissoluvelmente. Alguma sugestão?

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Reação de Livre-Escala

Kaplan fica todo Moldbug:

A menos que alguma força possa, contra consideráveis probabilidades, reinstituir a hierarquia… teremos mais fluidez, mais igualdade e, portanto, mais anarquia a aguardar. Isto é profundamente perturbador, porque a civilização abjura a anarquia. …sem ordem – sem hierarquia – não há nada.

Talvez, no campo das relações internacionais, Kaplan seja mais Moldbug do que Moldbug, apresentando um modelo reacionário da ordem mundial intransigentemente linha-dura, completamente imperturbável por considerações domésticas ou mesmo o menor sinal de descendência libertária. Se a soberania é conservada globalmente, assim como nacionalmente, uma ordem mundial de Patchwork parece tão improvável quanto uma república constitucional estável, e as opções de saída evaporam. A análise moldbuggiana de livre-escala poderia se provar mais do que um pouco de gelar o sangue.

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