Como antecipado, a organização do blogroll de Outside in está se transformando, de uma tarefa mecânica, em um cativante problema político-cultural e filosófico. Minha sensação é que as pessoas geralmente resolvem esse tipo de dilema em uma base razoavelmente apressada e ad hoc, mas parece já muito tarde para fazer isso. Há considerações de legado e meandros de variedade de coalizões em jogo. Em última análise, há a questão sobre a significância central do termo ‘neorreação’ – Ele é um mero ponto de convergência, arremessado à proeminência por oportunidades históricas arbitrárias, ou é um conceito denso, cujos componentes semânticos devem ser escrupulosamente respeitados?

Minha tentação seria evitar taticamente a palavra, a fim de acessar uma terminologia mais flexível e diferenciada. O que me impede de fazê-lo é o sentimento arrogante de que eu respeito a palavra mais do que qualquer outra pessoa a quem ela é aplicada. ‘Neorreação’ é um termo inerentemente paradoxal e físsil, dividindo-se em si mesmo sobre um eixo temporal. Segue-se que eu sou extremamente relutante em vê-lo relegado a um mero marcador categórico, empregado para designar tendência ideológicas cujo conteúdo substancial é melhor – ou mais completamente – explicado em outros termos. A palavra Neorreação declara, intrinsecamente, que ela pertence a viciados-temporais fissionalistas explorando uma dissociação histórica. É isto que ela diz, independente de como é usada.

O problema da categorização, portanto, permanece, indissoluvelmente. Alguma sugestão?

Original.
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One thought on “Categorização

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