Entre as razões para se apreciar More Right por compartilhar esta passagem de Evola está a compreensão que ela oferece sobre um fracasso em pensar muito específico e crítico. A Neorreação é peculiarmente afligida por esta condição, que é basicamente idêntica ao romantismo, ou a forma assertiva da recalcitrante mente símia. Ela é caracterizada por uma incapacidade de se perseguir linhas de investigação teleológica sutil, que são, em vez disso, reduzidas a uma subordinação ideal de meios a fins já divulgados. Como resultado, a inversão de meios e fins (Modernidade) é meramente denunciada como uma afronta estética-moral, sem qualquer tentativa séria de compreensão profunda.

O capitalismo – isto é, a teleologia do capital – é inteiramente ignorada por tal crítica romântica, exceto na medida em que possa ser descrito superficialmente como a usurpação de certos fins humanos ‘últimos’ por certos outros ou (como Evola, entre outros, corretamente observa) por uma complicação teleológica que resulta de uma insurreição do instrumental (de outra forma identificável como rebelião robô ou insurgência shoggothica). Até que se reconheça que o capitalismo tende à realização de um fim inteiramente inovado dentro de si mesmo, inerentemente não-linear em natureza e grosseiramente designado como Singularidade Tecnológica, a distração dos interesses humanos (status, riqueza, consumo, lazer…) impede que essa discussão alcance a primeira base.

Claro, a organização da sociedade para atender fins humanos é uma perversão degradante. Esta é uma proposição que todo reacionário provavelmente está disposto a aceitar reflexivamente. Qualquer um que pense que isto equivale a uma crítica do capitalismo, contudo, não começou seriamente a ponderar o que o capitalismo está realmente fazendo. O que ele é em si está apenas taticamente conectado ao que ele faz por nós – isto é (em parte), o que ele barganha conosco para sua auto-escalação. Nossa fenomenologia é sua camuflagem. Nós desdenhosamente zombamos do lixo que ele oferece às massas e então achamos que entendemos algo sobre o capitalismo, em vez de sobre o que o capitalismo aprendeu a pensar sobre os macacos entre os quais ele surgiu.

Se vamos ser irrefletidos assim, a Singularidade será bastante difícil, de fato. A extinção poderia, então, ser a melhor coisa que poderia acontecer a nossa espécie teimosamente idiota. Morreremos porque preferimos afirmar valores, em vez de investigá-los. Pelo menos este é um resultado romântico, de certo modo.

Original.
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