John Gray faz algumas observações reveladoras sobre os paradoxos práticos debilitantes da direita do final do século XX.

Resumindo a perspectiva de Thatcher, [Charles] Moore escreve sobre sua “mentalidade incomum, que era tanto conservadora quanto revolucionária”. É uma observação perspicaz, mas a nostalgia reacionária e o dinamismo revolucionário de Thatcher tinham algo em comum: o robusto individualismo ao qual ela olhava para trás era uma fantasia tanto quanto a vida burguesa renovada que ela projetava no futuro.

Uma vez que o ‘individualismo robusto’ é descartado como uma fantasia, uma estória de horror de algum tipo é o único resultado imaginável. Se as pessoas são realmente patéticas demais para assumirem responsabilidade por suas vidas, o que mais poderíamos esperar?

Certamente, tem que se conceder que qualquer um inútil o suficiente para ser inadequado ao básico de sua própria sobrevivência dificilmente vai exibir a mais-valia altruísta exigida para efetivamente tomar conta de qualquer outra pessoa. Talvez Deus consiga superar o déficit, ou – para mergulhar plenamente na superstição do bem-estar – a sociedade? A implicação derradeira do argumento de Gray é que os humanos não estão aptos a viver. (O que não é dizer que ele está errado).

O futuro pertence às pessoas da fronteira. Se nenhuma fração significante da espécie humana é mais capaz de ser isso, então é hora de uma busca evolutiva por algo que o seja. Não espere que seja bonito.

Original.
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One thought on “Capitalismo vs a Burguesia

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