Zonbi Diaspora esquematiza a ‘evolução’ do zumbi, notando que, para além de sua definição ‘folclórica haitiana’:

O próximo estágio, ostensivamente “revolucionário”, ocorre depois do lançamento da Noite dos Mortos-Vivos (1968) de George A. Romero, que introduziu, de maneira espetacular, o zumbi Canibal Apocalíptico. Esta versão da figura é tão radicalmente diferente de suas predecessoras que é mais como um ponto fundamental de bifurcação (ou quebra de espécie) dentro do complexo. Não mais um agente-sem-autonomia controlado remotamente, como os zumbis Folclórico Haitiano e Cinemático Clássico, o zumbi Canibal Apocalíptico ganha uma força nova e massivamente insurrecionária (em termos representacionais, pelo menos). Há muitas diferenças entre o zumbi CA e seu predecessores, mas uma das mais importantes é que, nesta forma, ele se torna uma entidade (quase) inteiramente ficcional (isto é, não há nenhum zumbi ‘real’ à espreita no porão de um hipnotizador louco ou trabalhando inconscientemente para um bokor em alguma plantação haitiana). Como tal, seus significados social e político se tornam menos uma maneira de ensaiar visões de mundo conflitantes, sistemas de crença “sinistros” ou epistemes interculturais do que uma maneira de representar os fins terminais da “humanidade” (ou do ser humanos enquanto espécie).

(Na momento em que chegamos a Max Brooks, esta fase e mesmo sua sucessora ‘pós-Millenial’ – na qual o tema do contágio é acentuado – se consolidaram como tradição cultural.)

Original.
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One thought on “Notas de Citação (#23)

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