A NRx repudia a política pública. Inverta isso e é a tese: A política acontece em privado.

Especificamente – enquanto filosofia política – a NRx advoga a privatização do governo. Ela faz um argumento público em favor disso, em abstrato, mas apenas para propósitos de otimização informacional e teórica. Ela não está, jamais, fazendo política em público, mas apenas pensando sobre ela sob condições de segurança mínima para a inteligência. A execução concreta da estratégia política ocorre através de acordos privados.

A moeda de troca de tais acordos foi formalizada, por Mencius Moldbug, como propriedade primária (ou soberana e fungível). Ela corresponde à conversão – seja ideal ou real – do poder coercitivo em ativos empresariais. Esta conversão é o que ‘formalismo’ significa. É uma contribuição importante para a filosofia política e para a economia política, mas é também uma posição de negociação.

Clamores por Ação! (pública) estarão sempre conosco, pelo menos até que as coisas sejam radicalmente arrumadas. Eles deveriam ser ignorados. Nenhuma ação púbica é séria.

A coisa séria é o acordo, que substitui qualquer aparência de revolução e também perpetuação de regime. A NRx das sombras – que age por fora da esfera de visibilidade pública – é um vulture fund político. Este blog não quer saber quem ou o que ela é. Seu profundo sigilo é o mesmo que sua realidade. Nossa preocupação está restrita à maneira em que ela necessariamente age, em conformidade com um princípio absoluto. Perguntamos apenas: Como o acordo tem que ser?

Em sua essência é isto: Entregue suas capacidades efetivas de preservação do regime em troca de ações de propriedade primária. A forma assim indica os outorgantes relevantes – detentores das chaves do poder coercitivo. O que está em oferta para eles, conforme a NRx se desenvolve na realidade (nas sombras), é a formalização de sua autoridade social implícita, através da emergência de um novo – definitivo ou ‘transcendental’ – meio comercial. Toda a transição neocameral é realizada através disto.
“Transforme tudo que você tem em código rigoroso, e tudo muda. Podemos ajudar com a parte técnica.”
“Por que eu deveria fazer isso?”
“Vai valer a pena.”

Este é o aspecto de vulture fund. A capacidade de poder coercitivo é sistematicamente sub-valorizada sob as condições de degeneração demótico-catedralistas, uma vez que é desperdiçada na preservação cada vez mais ineficiente de um establishment religioso insano – a Eclesiocracia Ateo-Ecumênica – e compensada de acordo, a partir dos restos carbonizados do desastre político crônico. Depois que programas sociais domésticos disfuncionais, compra de eleições e política externa jacobina foram pagos, o que resta para recompensar a governança competente?

A capacidade administrativa está escravizada à Catedral, o que quer dizer, a uma zelosa busca de objetivos impossíveis e, assim, ao desperdício acelerante. Enquanto oportunidade de negócios (“Podemos ajudar com a parte técnica”), a atratividade da deserção cresce, portanto, em proporção estrita com o triunfo do progressismo. Isto é crítico, porque os risco do limiar de transição são imensos, e o acordo tem que cobri-los.

“Todo essa governanaça complexa que você está fazendo sob circunstâncias cada vez mais ridiculas? Queremos lhe ajudar a transformá-la em um negócio.”

 

… “Você entende que você está basicamente trabalhando como um valentão da segurança de Jim Jones no momento, sim?”

A Catedral é o Templo do Povo.

Original.
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