O Bitcoin Morre, aventura-se Moldbug, talvez em algum momento este ano. Na sequência de uma ampla acusação do Departamento de Justiça sobre lavagem de dinheiro, visando toda e qualquer pessoa remotamente conectada com a moeda livre, o “preço BTC/USD cai para 0 e permanece lá”.

“[P]ermanece lá” – quão fofo é isso? Ph’nglui mglw’nafh Bitcoin R’lyeh wgah’nagl fhtagn.

O Bitcoin simula o ouro e, uma vez ‘minerado’, ele dura para sempre. Se ele “cai para 0”, ele tem que permanecer lá, pela eternidade, porque não pode nunca ser finalizado. Ele pode morrer, mas nunca ser destruído. Ele foi construído para a morte-viva.

A ‘Teoria Monetária de Moldbug’ atribui o valor do dinheiro exclusivamente à especulação. Se os especuladores estão suficiente aterrorizados, o BTC cai à assistolia e “permanece lá”. O mercado seria totalmente extinto. O que Mao falhou em alcançar, quanto mais sustentar, o Governo dos EUA de alguma forma realizaria, talvez exibindo um ardor revolucionário e uma crueldade maiores.

Crueldade certamente seria necessária, pela óbvia razão de que a assistolia do BTC tem um risco de desvantagem zero. É uma aposta unilateral que alguém, em algum lugar, o reanimará (“nada é instável” (agradeço ao fotrkd pela lembrança)). Se um gênio estivesse projetando uma isca irresistível para especuladores, um bitcoin de grau zero seria difícil de melhorar. É de graça e só não vale nada se os tiras conseguirem proteger a cripta sem falhar e para sempre. Alguém disse ‘dinheiro livre’?

A especulação bagunça o tempo, ao trazer o futuro adiante. Se o BTC morto-vivo jamais fosse ressuscitado, ele já o foi. Seu potencial econômico flui de volta na linha do tempo, modificado por um desconto de preferência temporal. O feedback fica estranho e difícil de calcular com confiança, mas funciona como uma carga vitalizadora, e o cadáver inequivocamente se contorce. O que quer que o dinheiro valha em t0, se for qualquer coisa que seja, em t0-n ele quase certamente não pode ser zero.

O Necronomicon descreve a assistolia do BTC com arrepiante exatidão:

Não está morto aquilo que pode eternamente jazer,
E com éons estranhos até a morte pode morrer.

Original.
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