Ao passo que reconhece (pelo menos um pouco) das múltiplas complexidades envolvidas, este blog se atém a uma determinação fundamentalmente cladística da Neorreação. A NRx é irredutivelmente Ocidental, emergindo a partir de um ramo altamente específico do Ultra-Protestantismo Anglófono. É apenas de se esperar que a maioria de seus adeptos estejam situados dentro de países falantes de inglês, expostos intimamente à decomposição civilizacional que se acelera de maneira radical. A resposta é natural:

Como um convidado do Reino do Meio, o problema parece muito diferente. A última coisa que se quer aqui, de uma perspectiva reacionária, é uma reinicialização. Pelo contrário, a prioridade esmagadora é conservadora, o que é dizer – mais precisamente – o imperativo de que qualquer modernização que ocorra absolutamente não tome o caminho ocidental. Uma estase quase total seria preferível a mesmo à reforma mais profundamente inteligente, se a última incluísse o menor sinal de submissão à catraca democrática (que significa destruição social inevitável e abrangente). Entre as razões para se apoiar a extirpação completa de toda inclinação liberal-democrática da sociedade chinesa é a consequente liberação real que isto tornaria possível, ao confirmar um caminho de Modernização Confucionista livre de corrosão demótica.

A China deve ser defendida, precisamente porque é alienígena à Catedral. Por esta mesma razão, pode-se prever com grande confiança que a investida Ocidental contra a Civilização Chinesa será escalada a um extremo, conforme se tornar claro que a pseudo-teleologia progressista está sendo rejeitada aqui. Se a China for bem sucedida em recusar a Catedral, a civilização sobreviverá. Não pode haver causa mais significativa – ou praticamente contra-revolucionária.

É indecoroso que ‘reacionários’ estejam tramando revoluções ou qualquer coisa remotamente parecida com elas. Na medida em que lealdades etno-nacionalistas os levem nesta direção, é um sinal de que uma linha de demotismo romântico continua a envenenar suas almas, mesmo ao passo que impulsos democráticos mais claramente formalizados são apropriadamente repudiados. Argumentar que “queremos nosso próprio estado” é uma perversão cruamente populista. O estado – qualquer estado – responde apenas ao Mandato do Céu e não ao povo. Ele responde ao Mandato do Céu exatamente na medida em que se protege da voz do povo. (Qualquer estado que seja sensível à plebe é um cão que merece morrer.)

Um convidado estrangeiro na China vive sob um substituto próximo do governo colonial, e nenhum arranjo superior talvez seja possível nesta terra. Dada a história das relações anglosféricas com a China, isto é, claro, irônico, mas é uma ironia rica em significado. Hong Kong ou a Xangai da era da concessão eram bem melhor governadas durante o período colonial do que a própria Grã-Bretanha metropolitana. Se agora é possível que um expatriado encontre refúgio em tais lugares, despojado de todos os direitos políticos positivos e libertado em apreciação muda de uma administração eficiente e alienígena, a ruína democrática que consumiu sua terra natal tem um exterior demonstrável. A única decência ‘política’ aberta a ele nesta situação é a cessação absoluta da alma revolucionária ocidental e o cultivo da docilidade ante o Mandato do Céu. Ele está, afinal, cercado de pessoas civilizadas que se beneficiaram de oportunidades equivalentes em circunstâncias inversas. Estas sociedades funcionam. Gnon manifestamente lhes abençoa.

Levar uma vida decente e produtiva em um lugar digno dela é o mais alto bem político. Na medida em que mecanismos de Saída prevaleçam, as escolhas tácitas de tal vida reforçam o que merece reforço, ao passo que desinvestem aquilo que requer o açoite do desinvestimento. O antagonismo raivoso não tem qualquer lugar útil. Na escala mais ampla, o mal é melhor punido pelo abandono.

Isto não é criticar tendências secessionistas em sociedades que apodrecem – que devem ser, antes, entusiasticamente aplaudidas – mas é sugerir que a dinâmica profunda que alavanca o mundo colapsado em pedaços tem maior probabilidade de começar do abandono estratégico do que da raiva oposicionista. Não é que se lute primeiro a fim de depois escapar. Antes, escapa-se desde o princípio, para acelerar o colapso do inimigo. (Aqueles mais inflexíveis sobre a justiça de seu confronto com o Grande Inimigo são os mesmos que – em termos bastante concretos – têm maior probabilidade de estar lhe fornecendo recursos.)

Você acha que ele está se alimentando do seu sangue para desovar seus horrores? Então pare de doar seu sangue. Não é difícil, pelo menos em princípio.

O Exterior é um lugar e não um sonho. A NRx com características chinesas recomenda que você procure por ele.

ADICIONADO: Se você se considera um biorrealista anti-democrático e você não acha que a Ordem virá do Leste, é provavelmente porque a lealdade tribal está operando sua mente.

ADICIONADO: Legionnaire lança um olhar impressionantemente sóbrio sobre a discussão.

Original.
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