Parte 1: Neo-reacionários se dirigem para a saída

O Iluminismo não é apenas um estado, mas um evento, e um processo. Enquanto designação de um episódio histórico, concentrado no norte da Europa durante o século XVIII, é um dos principais candidatos ao ‘verdadeiro nome’ da modernidade, capturando sua origem e essência (‘Renascença’ e ‘Revolução Industrial’ são outros). Entre ‘iluminismo’ e ‘iluminismo progressista’, há apenas uma diferença elusiva, porque a iluminação leva tempo – e se alimenta de si mesma, porque o iluminismo é auto-confirmador, suas revelações, ‘auto-evidentes’, e porque um ‘iluminismo sombrio’ retrógrado, ou reacionário, quase equivale a uma contradição intrínseca. Tornar-se iluminado, nesse sentido histórico, é reconhecer e depois perseguir uma luz guia.

Houve eras de escuridão e, então, o iluminismo veio. Claramente, o avanço se demonstrou, oferecendo não apenas melhoria, mas também um modelo. Além disso, ao contrário de uma renascença, não há qualquer necessidade de um iluminismo relembrar o que foi perdido ou de enfatizar as atrações do retorno. O reconhecimento elementar do iluminismo já é história Whig em miniatura.

Uma vez que certas verdades iluminadas tenham sido descobertas auto-evidentes, não pode haver volta, e o conservadorismo é preventivamente condenado – predestinado – ao paradoxo. F. A. Hayek, que se recusava a se descrever como um conservador, celebremente resolveu, em vez disso, pelo termo ‘Velho Whig’, que – como ‘liberal clássico’ (ou o ainda mais melancólico ‘remanescente’) – aceita que o progresso não é o que costumava ser. O que poderia ser um Velho Whig, se não um progressista reacionário? E o que diabos é isso?

Claro, muitas pessoas já pensam que sabem com o que o modernismo reacionário se parece e, em meio ao atual colapso de volta aos anos 1930, sua preocupações só deverão crescer. Basicamente, é para isso que serve a palavra com ‘F’, pelo menos no uso progressista. Uma fuga da democracia, sob essas circunstâncias, se conforma tão perfeitamente às expectativas que elude o reconhecimento específico, aparecendo meramente como um atavismo ou uma confirmação de uma terrível repetição.

Ainda assim, algo está acontecendo e é – pelo menos em parte – alguma outra coisa. Um marco foi a discussão, em abril de 2009, hospedada no Cato Unbound, entre pensadores libertários (incluindo Patri Friedman e Peter Thiel) na qual a desilusão com a direção e as possibilidades da política democrática foi expressa com uma franqueza incomum. Thiel resumiua tendência de maneira brusca: “Eu não acredito mais que a liberdade e a democracia são compatíveis”.

Em agosto de 2011, Michael Lind postou uma réplica democrática no Salon, desenterrando uma sujeira impressionantemente fétida e concluindo:

O pavor da democracia por parte de libertários e liberais clássicos é justificado. O libertarianismo realmente é incompatível com a democracia. A maioria dos libertários deixaram claro qual dos dois eles preferem. A única questão que ainda precisa ser resolvida é por que alguém deveria dar atenção aos libertários.

Lind e os ‘neo-reacionários’ parecem estar em amplo acordo de que a democracia não é apenas (ou sequer) um sistema, mas sim um vetor, com uma direção inequívoca. Democracia e ‘democracia progressista’ são sinônimos e indistinguíveis da expansão do estado. Embora governos de ‘extrema direita’ tenham, em raras ocasiões, momentaneamente detido esse processo, sua reversão está para além dos limites da possibilidade democrática. Uma vez que ganhar eleições é esmagadoramente uma questão de comprar votos e que os órgãos informacionais da sociedade (educação e mídia) não são mais resistentes ao suborno do que o eleitorado, um político frugal é simplesmente um político incompetente, e a variante democrática do darwinismo rapidamente elimina esses desajustados do pool genético. Esta é uma realidade que a esquerda aplaude, a direita do establishment amuadamente aceita e contra a qual a direita libertária tem ineficazmente se lamentado. Cada vez mais, contudo, os libertários deixaram de se importar se alguém está lhes ‘da[ndo] atenção’ – eles têm procurado por algo inteiramente diferente: uma saída.

É uma inevitabilidade estrutural que a voz libertária seja abafada na democracia e, de acordo com Lind, ela deveria o ser. Cada vez mais libertários estão propensos a concordar. ‘Voz’ é a democracia em si, em sua estirpe historicamente dominante e rousseauísta. Ela modela o estado como uma representação da vontade popular, e se fazer ouvir significa mais política. Se votar enquanto auto-expressão massificada de povos politicamente empoderados é um pesadelo que engolfa o mundo, adicionar à confusão não ajuda. Ainda mais do que Igualdade-vs-Liberdade, Voz-vs-Saída é a crescente alternativa, e os libertários estão optando pela fuga muda. Patri Friedman observa: “pensamos que a saída livre é tão importante que a chamamos de o único Direito Humano Universal”.

Para os neo-reacionários incondicionais, a democracia não está meramente condenada, ela condena a si própria. Fugir dela se aproxima de um imperativo absoluto. A corrente subterrânea que propele essa antipolítica é reconhecivelmente hobbesiana, um iluminismo sombrio coerente, despojado desde seu princípio de qualquer entusiasmo rousseauísta pela expressão popular. Predisposto, em todo caso, a perceber as massas politicamente despertas como uma turba irracional vociferante, ele concebe a dinâmica da democratização como fundamentalmente degenerativa: sistematicamente consolidando e exacerbando vícios, ressentimentos e deficiências privadas até que atinjam o nível de criminalidade coletiva e corrupção social abrangente. O político democrático e o eleitor estão unidos por um circuito de incitação recíproca, no qual cada lado leva o outro a extremos cada vez mais desavergonhados de canibalismo que vaia e se pavoneia, até que a única alternativa ao gritar seja ser comido.

Onde o iluminismo progressista vê ideais políticos, o iluminismo sombrio vê apetites. Ele aceita que os governos são feitos de pessoas e que elas vão comer bem. Colocando suas expectativas tão baixo quanto razoavelmente possível, ele busca apenas poupar a civilização do deboche frenético, ruinoso, guloso. De Thomas Hobbes a Hans-Herman Hoppe e além, ele pergunta: Como o poder soberano pode ser impedido – ou pelo menos dissuadido – de devorar a sociedade? Ela consistentemente acha as ‘soluções’ democráticas para este problema risíveis, na melhor das hipóteses.

Hoppe advoga uma ‘sociedade de lei privada’ anarco-capitalista, mas, entre monarquia e democracia, ele não hesita (e seu argumento é estritamente hobbesiano):

Como um monopolista hereditário, um rei considera o território e o povo sob seu jugo como sua propriedade pessoal e se engaja na exploração monopolista desta “propriedade”. Sob a democracia, o monopólio e a exploração monopolista não desaparecem. Antes, o que acontece é isto: em vez de um rei e uma nobreza que consideram o país como sua propriedade privada, um zelador temporário e permutável é colocado como encarregado monopolista do país. O zelador não é dono do país, mas enquanto ele estiver no cargo, permite-se que ele o use para vantagem sua e de seus protegidos. Ele é dono seu uso corrente – usufruto – mas não seu capital social. Isso não elimina a exploração. Pelo contrário, torna a exploração menos calculista e a faz ser executada com pouca ou nenhuma consideração pelo capital social. A exploração se torna míope e o consumo de capital será sistematicamente promovido.

Agentes políticos investidos com autoridade transiente por sistemas democráticos multipartidários têm um incentivo esmagador (e demonstravelmente irresistível) de pilhar a sociedade com as maiores rapidez e abrangência possíveis. Qualquer coisa que eles negligenciem roubar – ou ‘deixem na mesa’ – provavelmente será herdada por sucessores políticos a quem não apenas não são conectados, mas, na verdade, se opõem, e que podem, portanto, esperar que utilizem todos os recursos disponíveis em detrimento de seus adversários. O que quer que seja deixado para trás se torna uma arma na mão do seu inimigo. Melhor, então, destruir tudo que não possa ser roubado. Da perspectiva de um político democrático, qualquer tipo de bem social que não seja nem diretamente apropriável, nem atribuível à (sua própria) política partidária é puro desperdício e não conta de nada, ao passo que o infortúnio social mais grave – contanto que possa ser atribuído a uma administração anterior ou adiado até uma subsequente – figura nos cálculos racionais como uma óbvia bênção. As melhorias tecno-econômicas de longo alcance e a acumulação associada de capital cultural que constituíam o progresso social em seu sentido antigo (Whig) não são o interesse político de ninguém. Uma vez que a democracia floresça, eles enfrentam a ameaça imediata de extinção.

A civilização, enquanto processo, é indistinguível da preferência temporal decrescente (ou preocupação declinante com o presente em comparação ao futuro). A democracia, que tanto em teoria quanto no fato histórico evidente acentua a preferência temporal ao ponto de um frenesi alimentício convulsivo, está, assim, tão próxima de uma negação precisa da civilização quanto qualquer coisa poderia estar, aquém de um colapso social instantâneo em barbarismo assassino ou apocalipse zumbi (ao qual ela eventualmente leva). Conforme o vírus democrático queima por entre a sociedade, hábitos e atitudes laboriosamente acumulados de investimento prospectivo, prudente, humano e industrial são substituídos por um consumismo estéril e orgiástico, incontinência financeira e um circo político de ‘reality show’. O amanhã poderia pertencer ao outro time, então é melhor comer tudo agora.

Winston Churchill, que observou, em estilo neo-reacionário, que “o melhor argumento contra a democracia é uma conversa de cinco minutos com o eleitor médio”, é melhor conhecido por sugerir “que a democracia é a pior forma de governo exceto todas as outras que foram tentadas”. Embora nunca exatamente conceda que “OK, a democracia é uma merda (na verdade, ela realmente é uma merda), mas qual é a alternativa?”, a implicação é óbvia. O teor geral desta sensibilidade é atraente para os conservadores modernos, porque ressoa com sua aceitação irônica e desiludida da deterioração civilizacional implacável e com a apreensão intelectual associada do capitalismo como um arranjo social padrão pouco apetitoso, mas ineliminável, que permanece após todas as alternativas catastróficas ou meramente impraticáveis terem sido descartadas. A economia de mercado, neste entendimento, não é mais do que uma estratégia espontânea de sobrevivência que se costura em meio às ruínas de um mundo politicamente devastado. As coisas provavelmente só vão ficar piores para sempre. E assim vai.

Então, qual é a alternativa? (Certamente não faz qualquer sentido vasculhar a década de 1930 em busca de uma.) “Você consegue imaginar uma sociedade pós-demotista do século XXI? Uma que se via como se recuperando da democracia, da mesma forma em que o leste europeu se vê como se recuperando do Comunismo?” pergunta o Lord Sith supremo dos neo-reacionários, Mencius Moldbug. “Bem, eu suponho que isso lhe torna um de nós.”

As influência formativas de Moldbug são austro-libertárias, mas isto está acabado. Como ele explica:

…os libertários não conseguem apresentar uma figura realista de um mundo no qual sua batalha é vencida e permanece vencida. Ele acabam procurando maneiras de empurrar um mundo, no qual o caminho natural ladeira abaixo do Estado  é crescer, de volta ladeira acima. Este prospecto é sisifista, e é compreensível porque atrai tão poucos apoiadores.

Seu despertar para a neo-reação vem com o reconhecimento (hobbesiano) de que soberania não pode ser eliminada, enjaulada ou controlada. Utopias anarco-capitalistas não podem nunca condensar a partir da ficção científica, poderes divididos fluidamente se reúnem novamente como um Exterminador despedaçado, e constituições têm exatamente tanta autoridade real quanto um poder interpretativo soberano as permite ter. O estado não vai a lugar nenhum porque – para aqueles que o operam – ele vale demais para se desistir e, enquanto instanciação concentrada da soberania na sociedade, ninguém pode fazê-lo fazer nada. Se o estado não pode ser eliminado, Moldbug argumenta, pelo menos ele pode ser curado da democracia (ou mau governo sistemático e degenerativo), e a maneira de fazer isso é formalizá-lo. Esta é uma abordagem que ele chama de ‘neo-cameralismo’.

Para um neocameralista, um estado é um negócio que é dono de um país. Um estado deveria ser gerido, como qualquer outro grande negócio, dividindo-se a propriedade lógica em ações negociáveis, cada uma das quais rende um fração precisa do lucro do estado. (Um estado bem administrado é muito lucrativo.) Cada ação tem um voto, e os acionistas elegem um conselho que contrata e demite gerentes.
Os clientes deste negócio são seus residentes. Um estado neocameralista gerido lucrativamente, como qualquer negócio, servirá a seus clientes de maneira eficiente e efetiva. Mau governo é igual a mau gerenciamento.

Primeiramente, é essencial esmagar o mito democrático de que um estado ‘pertence’ aos cidadãos. O ponto do neo-cameralismo é comprar as partes interessadas no poder soberano, para não perpetuar mentiras sentimentais sobre o direito das massas ao voto. A menos que a propriedade do estado seja formalmente transferida para as mãos de seus reais governantes, a transição neo-cameral simplesmente não ocorrerá, o poder continuará nas sombras, e a farsa democrática continuará.

Assim, em segundo lugar, a classe dominante deve ser plausivelmente identificada. Deveria ser imediatamente notado, em contra-distinção aos princípios marxistas da análise social, que essa não é a ‘burguesia capitalista’. Logicamente, não pode ser. O poder da classe empresarial já está sempre claramente formalizado, em termos monetários, de modo que a identificação do capital com o poder político é perfeitamente redundante. É necessário perguntar, em vez disso, a quem os capitalistas pagam por favores políticos, quanto estes favores potencialmente valem, e como a autoridade de concedê-los está distribuída. Isto requer, com um mínimo de irritação moral, que toda a paisagem social do suborno político (‘lobby’) seja mapeada de maneira exata e que os privilégios administrativos, legislativos, judiciais, midiáticos e acadêmicos acessados por tais subornos sejam convertidos em ações fungíveis. Na medida em que vale a pena subornar os eleitores, não há qualquer necessidade de excluí-los inteiramente deste cálculo, embora sua porção de soberania seja estimada com o escárnio apropriado. A conclusão deste exercício é o mapeamento de uma entidade governante que é a instância verdadeiramente dominante do regime democrático. Moldbug a chama de a Catedral.

A formalização dos poderes políticos, em terceiro lugar, permite a possibilidade do governo efetivo. Uma vez que o universo da corrupção democrática seja convertido em uma participação acionária (livremente transferível) na gov-corp, os donos do estado podem iniciar a governança corporativa racional, começando com o apontamento de um CEO. Como com qualquer negócio, os interesses do estado estão agora formalizados de maneira precisa como maximização do valor acionário de longo prazo. Não há mais qualquer necessidade de que os residentes (clientes) tenham qualquer interesse em qualquer política que seja. Na verdade, fazê-lo seria exibir tendências semi-criminosas. Se a gov-corp não entrega um valor aceitável por seus impostos (aluguel soberano), eles podem notificar sua função de serviço ao consumidor e, se necessário, levar sua clientela para outro lugar. A gov-corp deveria se concentrar em operar um país eficiente, atraente, vital, limpo e seguro, de um tipo que seja capaz de atrair clientes. Nenhuma voz, saída livre.

…embora a abordagem neocameralista completa nunca tenha sido tentada, seus equivalentes históricos mais próximos desta abordagem são a tradição do século XVIII de absolutismo iluminado, como representado por Frederico, o Grande, e a tradição não-democrática do século XXI, como visto em fragmentos perdidos do Império Britânico, tais como Hong Kong, Singapura e Dubai. Estes estados parecem fornecer uma qualidade bastante alta de serviço a seus cidadãos, sem qualquer democracia significativa que seja. Eles têm níveis mínimos de crime e altos níveis de liberdade pessoal e econômica. Eles tendem a ser bastante prósperos. Eles são fracos apenas em liberdade política, e liberdade política é desimportante por definição quando o governo é estável e efetivo.

Na antiguidade europeia clássica, a democracia era reconhecida como uma fase familiar de desenvolvimento político cíclico, fundamentalmente decadente em natureza e preliminar a uma descida à tirania. Hoje, este entendimento clássico está completamente perdido e foi substituído por uma ideologia democrática global, carecendo inteiramente de auto-reflexão, que é afirmada, não como uma tese social-científica crível ou sequer como uma aspiração popular espontânea, mas sim como uma crença religiosa, de um tipo específico e historicamente identificável:

…uma tradição recebida que eu chamo de Universalismo, que é um secto cristão não-teísta. Alguns outros rótulos atuais para esta mesma tradição, mais ou menos sinônimos, são progressismo, multiculturalismo, liberalismo, humanismo, esquerdismo, politicamente correto e similares. …o Universalismo é o ramo moderno dominante do cristianismo na linha calvinista, tendo evoluído a partir da tradição inglesa dissidente ou puritana, através dos movimentos Unitário, Transcendentalista e Progressista. Seu espinhoso caminho ancestral também inclui alguns raminhos laterais que são importantes o suficientes para nomear, mas cuja ancestralidade cristã é ligeiramente mais bem dissimulada, tais como o laicismo rousseauviano, o utilitarismo benthamita, o judaísmo reformado, o positivismo comteano, o idealismo alemão, o socialismo científico marxista, o existencialismo sartreano, o pós-modernismo heideggeriano, etc, etc, etc. …o Universalismo, em minha opinião, é melhor descrito como um culto dos mistérios do poder. …É tão difícil imaginar o Universalismo sem o Estado quanto a malária sem o mosquito. …O ponto é que esta coisa, como quer que você se importe de chamá-la, tem pelo menos duzentos anos de idade e provavelmente algo como quinhentos. É basicamente a própria Reforma. …E simplesmente despertar para ela e a denunciar como má tem tanta probabilidade de funcionar quanto processar Shub-Niggurath no tribunal de pequenas causas.

Para compreender o aparecimento de nosso predicamento contemporâneo, caracterizado pela expansão implacável e totalizante do estado, pela proliferação de ‘direitos humanos’ positivos espúrios (reivindicações sobre os recursos de outros apoiados por burocracias coercitivas), dinheiro politizado, temerárias ‘guerras pela democracia’ evangélicas e controle abrangente do pensamento, arranjado em defesa do dogma universalista (acompanhado pela degradação da ciência em uma função de relações públicas do governo), é necessário se perguntar como Massachusetts veio a conquistar o mundo, como Moldbug o faz. Com cada ano que passa, o ideal internacional da boa governança se encontra aproximando-se mais intima e rigidamente dos padrões estabelecidos pelos departamentos de Estudos das Reclamações das universidades da Nova Inglaterra. Esta é a divina providência dos ranters e dos levelers, elevada a uma teleologia planetária e consolidada como o reino da Catedral.

A Catedral substituiu com seu evangelho tudo que conhecíamos. Considere apenas as preocupações expressas pelos pais fundadores da América (compilado pelo comentário #1 do ‘Liberty-clinger’ aqui):

Uma democracia não é nada mais do que o domínio da turba, onde 51% das pessoas podem retirar os direitos dos outros 49%. – Thomas Jefferson

A democracia são dois lobos e um cordeiro votando sobre o que comer no almoço. A liberdade é um cordeiro bem armado contestando o voto! – Benjamin Franklin

A democracia nunca dura muito. Ela logo desperdiça, exaure e se assassina. Nunca houve uma democracia, até hoje, que não tenha cometido suicídio. – John Adams

As democracias sempre foram espetáculos de turbulência e contenção; sempre foram descobertas incompatíveis com a segurança pessoal ou os direitos de propriedade; e, em geral, foram tão curtas em suas vidas quanto foram violentas em sua morte. – James Madison

Somos um Governo Republicano, a Real liberdade nunca é encontrada no despotismo ou nos extremos da democracia… foi observado que uma democracia pura, se fosse praticável, seria o governo mais perfeito. A experiência provou que nenhuma posição é mais falsa do que esta. As antigas democracias, na quais as próprias pessoas deliberavam, nunca possuíram uma boa característica de governo. Seu próprio caráter era a tirania… – Alexander Hamilton

Mais sobre votar com seus pés (e do gênio incandescente de Moldbug), a seguir…

Nota adicionada (7 de Março):

Não confie na atribuição da citação de ‘Benjamin Franklin’ acima. De acordo com Barry Popik, o ditado provavelmente foi inventado por James Bovard em 1992. (Bovard observa, em outro lugar: “Há poucos erros mais perigosos no pensamento político do que igualar a democracia à liberdade”.)

Original.
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3 thoughts on “O Iluminismo Sombrio, Parte 1

  1. Excelente atitude, essa de popularizar em portugues as ideias de Land, Moldbug, e outros neo-reacionários e simpatizantes.
    Uma pergunta: existe algum grupo no Brasil dedicado a traduzir mais material, ou mesmo produzir material próprio, no contexto NRx?

    Liked by 1 person

    1. Temos um grupo pra debater acerca dos temas NRx, mas ainda não começamos a escrever ou traduzir muito mais coisa (temos um bloco pra traduzir textos do Moldbug). se quiser me adicionar no Facebook (Uriel Alexis Farizeli Fiori)

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