O ‘Monarquismo’ (ou reação carlyleana) de Moldbug repousa sobre a proposição de que a ordem catalática misesiana é, assim como a mecânica newtoniana, verdadeira apenas como um caso especial dentro de um sistema mais geral de princípios.

Ele escreve:

Eis aqui o roteiro carlyleano para a meta misesiana. A ordem espontânea, também conhecida como liberdade, é o nível mais alto de uma pirâmide de necessidades política. Estas necessidades são: paz, segurança, lei e liberdade. Para promover a ordem, sempre trabalhe pelo próximo passo – sem pular passos. Em um estado de guerra, avance em direção à paz; em um estado de insegurança, avance em direção à segurança; em um estado de segurança, avance em direção à lei; em um estado de direito, avance em direção à liberdade.

Alexander Hamilton (Federalist #8) persegue um argumento intimamente relacionado, em reverso:

A segurança contra um perigo externo é o diretor mais poderoso da conduta nacional. Mesmo o ardente amor pela liberdade irá, após um tempo, dar lugar a seus ditames. A destruição violenta de vida e propriedade incidente à guerra, o esforço e alerta contínuos concomitante a um estado de perigo contínuo, irão compelir as nações mais apegadas à liberdade a recorrerem, para seu repouso e segurança, a instituições que têm a tendência de destruir seus direitos civis e políticos. Para ficarem mais seguras, elas, em grande medida, se tornam dispostas a correr o risco de serem menos livres.

Este esquema piramidal é ‘elegante’, mas de maneira alguma sem problemas. Como qualquer estrutura hierárquica que opere dentro de um campo complexo e reflexivo, ela convida loops estranhos que embaralham sua ordem aparentemente coerente. Mesmo aceitando, como o realismo dita, que a guerra existe no nível mais básico de possibilidade social, de modo que a sobrevivência militar fundamenta todas as elaborações ‘superiores’, podemos estar inteiramente confiantes de que as forças cataláticas estão elegantemente confinadas ao âmbito das relações civis pacíficas e sofisticadas? Este modo de análise não leva à conclusão exatamente oposta? Redes auto-organizantes são fortes, e talvez supremamente fortes.

Não há nada óbvio ou incontroverso sobre o modelo da ordem de mercado como uma flor frágil, que floresce tarde e precariamente, dentro de uma estufa construída sobre princípios muito diferentes. O pacto já é catalático, e quem pode dizer – pelo menos, sem uma luta prolongada – que ele é subordinado, em princípio, a uma afirmação mais primordial de ordem. A subordinação é complexa e conflituosa e, embora a Pirâmide certamente tenha um caso, o julgamento da realidade não é facilmente previsível. Uma derradeira (ou básica) liberdade com presas é eminentemente pensável. (Não é sobre isso que fala a Segunda Emenda?)

Original.
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