O turbilhão delirante no novo /pol/ é pelo menos 80% ruído, mas inclui alguma inteligência real (em ambos os sentidos da palavra) e não unicamente de uma variedade cômica. A pura sujeira de seu sinal o torna uma poderosa antena, captando conexões e fontes de informação que discussões mais arrumadas descartariam como poluição. Isto o torna especialmente apropriado para a teorização da conspiração, tanto fútil quanto exótica.

Embora notando a importância da correção para o viés narcisista, que opera através da atenção seletiva, da memorização e (tirando pelos comentadores aqui) da comunicação, parece que este blog é referenciado desproporcionalmente pelos mais extravagantes conspiracionistas do /pol/ sensíveis à NRx. Isto é bastante compreensível. Filosofia ocultista, segredos, cripse, códigos e obscuridade são temas insistentes aqui. Xenosistemas está inclinado a jogos culturais arcanos. Ele identifica desenvolvimentos criptográficos como chaves para a ordem emergente do mundo.

A tarefa filosófica primária deste blog é perturbar pretensões injustificáveis de conhecimento, em nome de uma inspiração pirrônica. A este respeito, confusão, paradoxo e incerteza são resultados comunicativos a serem ardentemente abraçados.

Para os propósitos deste post, uma sugestão excepcionalmente exótica do /pol/ fornece a oportunidade para fazer um ponto comparativamente compacto e simples. A ocasião é uma teia de conjecturas que entrelaça Xenosistemas e A Ordem dos Nove Ângulos (O9A, ONA ou omega9alpha. Além do (altamente recomendado) link já fornecido, a entrada relevante na Wikipédia é também extremamente estimulante.

A micro-ética de Xenosistemas fica desconfortável em solicitar crença (ou invocar expectativas de confiança). É necessário notar neste ponto, portanto, que as seguintes observações não são feitas para apelar para a credibilidade, mas meramente para adicionarem informações testemunhais, a serem aceitas ou rejeitadas à vontade. No mundo em que agora entramos – de “sinistra dialética” – declarações de honestidade são absolutamente depreciadas. Contudo, pelo (pouco) que valha, estes são os fatos como eu os entendo e retransmito.

A O9A não é inteiramente nova para mim, mas não é uma gnose que eu tenha estudado, ainda menos com a qual eu tenha deliberadamente me alinhado. As poucas horas de leitura que eu realizei hoje foram de longe a exposição mais intensa até o momento. O pouco que aprendi sobre David Myatt não me atraiu a ele enquanto pensador ou ativista político, apesar de certas características impressivas (seu intelecto e classicismo poliglota mais notavelmente). Com isso dito:
(1) Muitos interesses convergentes são logo aparentes entre este blog e a O9A (assim como um número não insignificante de divergências).
(2) ‘Nós’ estamos ambos (penso eu) inclinados a descartar as pretensões do intelecto e da vontade individuais, o que tonar a possibilidade de conexões por trás impossíveis de se descartar de uma maneira peremptória. Como um ‘anônimo’ do /pol/ observou: “por que tão certo de que a ONA seria a camada mais profunda, em vez de apenas um ardil piadista?”. Conexões reais, influências e raízes metafísicas são obscuras.
(3) A O9A é fascinante.

O ponto deste post (finalmente) é tomado diretamente de Aleister Crowley. Na compilação de seus escritos qabalísticos intitulados 777 (o equivalente alfanômico de Do what thou wilt shall be the whole of the Law, embora isso certamente seja uma coincidência), ele faz algumas observações introdutórias sobre o tópico do hermeticismo. Minha cópia do livro está temporariamente deslocada, então eu vou anotá-las aqui. Um segredo, do tipo relevante para o hermeticismo, não é algo conhecido e então escondido como uma questão de decisão, mas sim algo que, por sua própria natureza, resiste à revelação. Crowley procede a zombar de ocultistas charlatães que tratam os valores numéricos das letras hebraicas como informação secreta, a ser revelada teatralmente em algum estágio apropriado de iniciação. Que o que quer que se possa saber agora, seja sabido, tão lúcida e publicamente quanto possível. Apenas o que é verdadeiramente hermético que se esconde. A realidade não é tão destituída de coisas intrinsecamente escondidas – de Obscuridade Integral – que precisemos reabastecer seus cofres com nossa espalhafatosa discrição.

O que quer que pudesse existir, na forma de um vínculo oculto de entre este blog e a O9A, não é algo que alguém esteja mantendo em segredo. Para enfatizar o ponto, eu vou incluir o documento do alpha9omega no link de Resources aqui, não como o reconhecimento de uma conexão, mas como uma clara afirmação de que estas coisas não são um segredo. São, contudo, sobre segredos – e isto é interessante.

Original.
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