A entrada da Wikipédia sobre Plutocracia começa:

Plutocracia (do grego πλοῦτος, ploutos, significando “riqueza”, e κράτος, kratos, significando”poder, domínio, governo”), também conhecida como plutonomia ou plutarquia, define uma sociedade ou um sistema governado e dominado pela pequena minoria dos principais cidadãos mais ricos. O primeiro uso conhecido do termo foi em 1652. Ao contrário de sistemas como democracia, capitalismo, socialismo ou anarquismo, a plutocracia não está enraizada em uma filosofia política estabelecida e não tem quaisquer defensores formais. O conceito de plutocracia pode ser defendido pelas classes ricas de uma sociedade de uma maneira indireta ou sub-reptícia, embora o termo em si seja quase sempre usado em um sentido pejorativo

Com convém ao territória teórico virgem, esta definição provoca alguns pensamentos bruscamente cortados.

(1) Assumindo, não irrealisticamente, que Plutocracia designa algo além de uma ideia fantástica, fica imediatamente óbvio que sua identificação como um tipo de regime político quase inevitavelmente enganará. O pode plutocrático não começa na arena política, e sua expressão política provavelmente não captura sua natureza rapidamente. Na medida em que a imagem de um ‘governo plutocrático’ associa a plutocracia a uma conspiração, ela não é só insensível ao fenômeno real, mas positivamente falsificadora.

(2) Se existiram plutocratas dignos do nome, eles foram os ‘Barões Gatunos’ na América do meio ao final do século XIX. O progressismo reescreveu tão completamente a história deste período que é difícil, hoje, apreciar o que ocorreu. A destruição de sua época foi não menos fundamental para o que se seguiu do que a decapitação ideológica dos reis foi para a era subsequente de governo popular.

(3) Plutocratas eram monopolistas porque criaram estruturas industriais inteiramente novas, mais ou menos a partir do zero. Seu monopolismo era o governo efetivo do novo e demonstravelmente alcançado. Não havia nenhuma ‘indústria do petróleo’ antes de John D, Rockerfeller trazer uma à existência – fazê-la existir foi a fundação de sua soberania econômica.

(4) Entre os plutocratas, o que é, na verdade, dizer entre os soberanos de setores industriais distintos, as relações eram ultra-competitivas, em uma medida sem precedentes na história. A concorrência intra-setorial, do tipo considerado normal pelos teóricos de mercado influenciados pelo progressismo, foi dramaticamente ofuscada pela concorrência inter-setorial dos plutocratas. (Conceber a concorrência econômica ‘normal’ como uma dinâmica restrita ao domínio de mercadoria intercambiáveis já é sucumbir à domesticação progressista-estatista.)

(5) Os plutocratas faziam guerra econômica por toda esfera de produção, inovando oportunidades para a competição onde estas já não eram evidentes. Abrir novas frentes de conflito econômica onde elas ainda não existiam esteve entre os mais profundos motores da mudança dinâmica e radicalmente transformadora. O conflito econômico plutocrático criava competição. (Rockefeller inventou o oleoduto para competir com as ferrovias – uma manobra de flanqueamento que não era previsível, estava fora do conflito em processo.)

(6) Plutocratas exemplificam o direito natural ao governo na modernidade. Seu direito é natural porque é ganho – ou verdadeiramente demonstrado – um fato que nenhum monarca ou multidão pode equiparar. Dentro da plutocracia, poder é criação. Fora dos dogmas da teologia, isto pode ser ilustrado em algum outro lugar?

Original.
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