É isto que XS mantém:

Há uma integridade filosófica perfeita entre as fundações trágicas da Civilização Ocidental e o industrialismo cibernético que define seu limite final. Dentro deste quadro neorreacionário, a reação nunca é regressiva o suficiente, nem a modernidade jamais avançou o suficiente. Algo mais reconfortante – menos distante – será apreendido em ambas as direções temporais. Este é o tema menor do destino. Nenhum eleitorado efetivo jamais poderia querer empurrar em qualquer uma das direções, até o ponto em que o circuito do tempo se fechar, até a destruição (friamente entendida). Não importa, porque a política não importa. A destruição importa. O resto é a lamentável vaidade da espécie, tragédia e mau funcionamento do controle. Queimará, sem compreender por quê.

Da perspectiva da destruição – apenas vislumbrada, lentamente, após vastas disciplinas de frieza – tudo que você está tentando fazer é uma idiotice desesperada que falhará, porque o humanismo (hubris) é a única coisa da qual você nunca pode abrir mão. O drama dita isso. Não há sentido em se flagelar por isso. O cosmo não está tão pobre de flagelação que requeira sua magra contribuição.

“Sim, podemos!” é tudo que a Neorreação não é. Talvez você tenha mesmo visto isso. Ainda assim, você repete isso com toda medida que propõem. Pegue seu bordão ideológico favorito e anexe “Sim, podemos!” como um apêndice. Se funcionar, você sabe agora a que época você pertence.

Apenas a destruição pode (e irá).

Continue, no entanto. Você irá, em todo caso. Entretém os deuses.

Original.
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