O fator cognitivo geral (g), medido por testes de QI, quantifica a inteligência dentro do intervalo humano, mas não faz nada para nos dizer o que ela é. Em vez disso, um entendimento prático da inteligência – enquanto capacidade de resolução de problemas – tem que ser assumido, a fim de testá-la.

A ideia de inteligência, de maneira mais abstrata, se aplica muito além do teste de QI, a uma ampla variedade de sistemas naturais, técnicos e institucionais, desde a biologia, através de arranjos ecológicos e econômicos, até a robótica. Em cada caso, a inteligência resolve problemas, ao guiar o comportamento a produzir extropia local. É indicada pelo evitar de resultados prováveis, que é equivalente à construção de informação.

A ciência geral da produção de extropia (ou dissipação de entropia) é a cibernética. Segue-se, portanto, que a inteligência sempre tem uma infraestrutura cibernética, consistindo de circuitos de feedback adaptativos, que ajustam o controle motor em resposta a sinais extraídos do ambiente. A inteligência elabora sobre um maquinário que intrinsecamente ‘realista’, porque reporta o resultado real do comportamento (em vez de seu resultado esperado), a fim de corrigir o desempenho.

Mesmo circuitos de feedback rudimentares e homeostáticos evoluíram. Em outras palavras, o maquinário cibernético que parece meramente alcançar a preservação do desequilíbrio atestam um framework cibernético mais geral e complexo que aumentou o desequilíbrio com sucesso. O modelo cibernético básico, portanto, não é preservativo, mas produtivo. Organizações de feedback conservativo (negativo) foram, elas mesmas, produzidas como soluções para problemas termodinâmicos locais, por processos intrinsecamente inteligentes de aumento sustentado de extropia, montagem de feedback (positivo) ou escalada. Na natureza, onde nada é simplesmente dado (de modo que tudo tem que ser construído), a existência de improbabilidade auto-sustentadora é o índice de um mais profundo afastamento desembestado da probabilidade. É esta intensificação cibernética que é inteligência, concebida de forma abstrata.

A inteligência, como a conhecemos, construiu a si mesma através da intensificação cibernética, dentro da história biológica terrestre. Ela é naturalmente apreendida como uma tendência escalante, sustentada por mais de 3,000,000,000 de anos, em direção à produção de sensibilidade de feedback cada vez mais extrema, improbabilidade extrópica ou informação operacionalmente relevante. O aumento de inteligência permite respostas adaptativas de complexidade e generalidade superior, em parte cada vez maior pois o aumento de inteligência em si se torna uma resposta adaptativa de propósito geral.

Assim:
– A inteligência é um tópico cibernético.
– O aumento de inteligência precede a preservação da inteligência.
– A evolução é intrinsecamente inteligente, quando a inteligência é compreendida em um nível adequado de abstração.
– A degeneração cibernética e o declínio da inteligência são factualmente indistinguíveis e – em princípio – rigorosamente quantificáveis (enquanto processos de produção local e global de entropia).

Original.
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