Há um potencial prólogo a este post, pelo qual reluto em ser distraído. É introvertidamente sobre a NRx, enquanto mutação cultural, e sobre a maneira em que ela é definida por uma indiferença estratégica – ou meramente intratável – a modos profundamente estabelecidos de condenação etno-política. Termos designados como bloqueadores de caminhos – mais obviamente ‘fascista’ ou ‘racista’ – são pisados, talvez caçoados, mas, em todo caso e mais importantemente, expostos como portadores de um terror religioso. Eles são sinais de um regime de controle, que marcam os impensáveis ermos onde há dragões, efetivos precisamente na medida em que não possam ser cogitados. ‘Satânico’ já foi uma palavra dessas (antes de se tornar uma piada). Essas palavras não podem ser entendidas, exceto como invocações do sagrado em seu papel negativo ou limitador.

A NRx é de fato fascista? Nem remotamente. Provavelmente, em realidade em vez de auto-avaliação, ela é a corrente menos fascista da filosofia política que existe atualmente, embora isto requeira uma compreensão mínima do que o fascismo de fato é, o que a palavra em seu uso contemporâneo é projetada para obstruir. A NRx é racista? Provavelmente. O termo é tão completamente plástico a serviço daqueles que o utilizam que é difícil dizer com qualquer clareza real.

O que a NRx mais definitivamente é, pelo menos na firme opinião deste blog, é Darwinista Social. Quando este termo é lançado contra a NRx como um epíteto negativo, não é nem uma causa de resignação estoica, enrijecida pelo humor, mas sim de prazer sombrio. Claro, este termo não é processado culturalmente – pensado através – nem um pouco mais competentemente do que aqueles notados anteriormente. É nossa tarefa fazer isto.

Se ‘Darwinismo Social’ é um termo infeliz de alguma forma, é apenas porque é meramente Darwinismo e, mais exatamente, Darwinismo consistente. É equivalente à proposição de que processos darwinistas não têm limites relevantes para nós. O Darwinismo é algo de que estamos dentro. Nenhuma parte do que é ser humano jamais pode julgar sua herança darwinista a partir de uma posição de alavancagem transcendente, como se acessando princípios de estima moral com alguma gênese ou critério alternativo.

Isso é fácil dizer. No que diz respeito a este blog, também é – além de qualquer questionamento razoável – verdadeiro. Embora muito distante de uma opinião global dominante, ela é não pouco comumente mantida – mesmo que apenas nominalmente – por uma fração considerável daqueles entre o segmento educado das populações com o maior QI do mundo. Também é, contudo, dificilmente suportável de se pensar.

A consequência lógica do Darwinismo Social é que tudo de valor foi construído no Inferno.

É apenas devido a uma predominância de influências que são não apenas completa e moralmente indiferentes, mas, de fato, – de uma perspectiva humana – indescritivelmente cruéis, que a natureza foi capaz de ação construtiva. Especificamente, é unicamente por meio do abate inexorável e brutal de populações que quaisquer traços complexos ou adaptativos foram peneirados – com uma ineficiência torturante – do caos da existência natural. Toda saúde, beleza, inteligência e graça social foi arreliada de um vasto jardim de açougueiro de carnificina ilimitada, exigindo incalculáveis éons de massacre para trazer à tona sequer a mais sutil das vantagens. Isto não é apenas uma questão dos sangrentos moinhos da seleção, tampouco, mas também das inúmeras abominações mutantes vomitadas pela loucura do acaso, enquanto ele persegue seu caminho sem direção até algum traço negligenciável que se possa preservar e, então, – mais ainda – dos horrores inconfessáveis em que a ‘aptidão’ (ou pura sobrevivência) em si implica. Nós somos uma minúscula amostra de matéria agonizada, que constitui monstros de sobrevivência genética, pescados de um oceano cósmico de mutantes vis, por uma máquina de matar sem piedade e com apetite infinito. (E isto é, talvez, ainda colocar um viés irresponsavelmente positivo na estória, mas será o suficiente para os nossos propósitos aqui.)

Crucialmente, qualquer tentativa de escapar a esta fatalidade – ou, de forma mais realista, qualquer mero adiamento acidental e temporário dela – inexoravelmente leva ao desfazer de seu trabalho. Relaxamento Malthusiano é toda a misericórdia e é o maior mecanismo de destruição que nosso universo é capaz de produzir. Na medida precisa em que somos poupados, mesmo que por um momento, degeneramos – e esta Lei de Ferro se aplica a toda dimensão e escala de existência: filogenética e ontogenética, individual, social e institucional, genômica, celular, orgânica e cultural. Não há qualquer maquinário existente, ou mesmo rigorosamente imaginável, que possa sustentar um único iota de valor obtido fora das forjarias do Inferno.

O que é que a Neoreação – talvez eu devesse dizer O Iluminismo Sombrio – tem a oferecer ao mundo, se tudo correr otimamente (o que, claro, não ocorrerá)? De fato, a resposta honesta a esta questão é: Inferno Eterno. Não é um resumo de marketing fácil. Podemos tentar, talvez: Mas poderia ser pior (e quase certamente será).

Original.
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